O campeonato acabou e como era de esperar, com a polémica do costume, e que aliás, acompanhou a época durante o ano todo. Quando tudo apontava para uma jornada mais ou menos pacífica, eis que aparece um novo caso de um suposto penalty, no jogo de consagração do tricampeão Benfica. Tornou-se o mote para a falta de desportivismo dos vice-campeões, especialmente na pessoa do seu treinador.
Polémicas à parte, o Sport Lisboa e Benfica tornou-se tricampeão nacional, algo que não acontecia há 39 anos. O Sporting, mesmo batendo o recorde pontual do clube com os impressionantes 86 pontos, teve de contentar-se com o título de vice-campeão. Por muitos, aclamada como a equipa que melhor jogava futebol, a equipa de Jesus não foi capaz de contrariar o pragmatismo dos “encarnados”, mormente no jogo de Alvalade, porque, no fundo, foi esse jogo que acabou por definir o vencedor desta Liga. Assim, os “leões” ficaram apenas com a consolação de terem feito um grande campeonato e pouco mais.
Na luta pela Europa, já com o Braga apurado, Arouca e Rio Ave levaram a melhor, sobre Paços de Ferreira e Estoril. Neste particular, merece uma palavra de apreço, a equipa arouquense, que há cerca de dez anos atrás, era uma equipa do distrital de Aveiro, então comandada pelo Jorge Gabriel, apresentador de tv. Paulatinamente, foram trilhando o seu caminho e, hoje em dia, com Lito Vidigal, outro exemplo de “alpinista” do futebol português, chegaram à Liga Europa.
No fundo da tabela, o Tondela foi um verdadeiro “gigante”. Nas últimas oito jornadas do campeonato, os pupilos de Petit fizeram 17 pontos, fruto de 5 vitórias, 2 empates e uma derrota, encetando assim uma recuperação notável e salvando-se “in extremis” na última jornada. Beneficiou também da verdadeira derrocada do União da Madeira nas duas últimas jornadas. Depois de terem vencido a Académica, os unionistas não foram capazes de assegurar um lugar na Liga 2016/17.
Com o guardião Raúl Gudiño em destaque pelas piores razões, com grandes culpas no golo sofrido no Bessa e frente ao Rio Ave na última jornada, os madeirenses desceram à Liga Ledman, acompanhando a Académica.
No caminho inverso, seguiram Desportivo de Chaves, que estava afastado da I Liga há 17 anos, e Feirense.
Uma nota para as desilusões, começando pelo Vitória de Guimarães que nunca mostrou estofo de “europeu”. O Vitória de Setúbal também desiludiu, depois de uma grande primeira volta, fez apenas 8 pontos em 17 jogos, vendo-se embrulhado nas contas da manutenção. As equipas madeirenses, Nacional e Marítimo, também acabaram em lugares modestos, 11º e 13º lugares, respectivamente. Muito pouco para quem ambicionava uma presença na Liga Europa.
E assim termina mais um campeonato, com polémicas, “mind games”, talvez em demasia, mas sobretudo muita emoção e isso é o que conta.
A “Prova Rainha” do futebol português teve a sua final neste fim-de-semana. Contrariando todos os favoritismos, o Sporting de Braga venceu a Taça de Portugal frente ao FC Porto. Um pouco à semelhança da época passada, frente ao Sporting então, os bracarenses viram-se a vencer com dois golos de diferença. Mas como na época passada, deixaram-se empatar e os fantasmas vieram ao de cima. No entanto, desta vez, os “arsenalistas” aguentaram a pressão e a sorte sorriu-lhes na lotaria das grandes penalidades, com Marafona a ser o grande herói, defendendo dois remates da marca dos 11 metros.
Já na Taça da Liga, a final disputada entre o Marítimo e o Benfica, acabou com um resultado desnivelado (6-2) a favor dos tricampeões. Mas o resultado não espelha as dificuldades sentidas pelos vencedores. Prova disso, foi que os insulares tiveram duas boas oportunidades de inaugurar o marcador nos primeiros dois minutos, que Ederson anulou com duas grandes defesas e acabou sendo considerado unanimemente como o melhor jogador em campo. Quando assim é, é fácil perceber o quão enganador foi o resultado.
Destaque final para as finais de Taças em alguns países europeus, que tiveram a particularidade de terem sido decididos após prolongamento. A começar pela Espanha, o poderoso Barcelona viu-se a jogar com 10 jogadores relativamente cedo. Sem grandes oportunidades de parte a parte, o jogo arrastou-se para o prolongamento, aí com 10 jogadores de cada lado. Nesse período, os catalães fizeram valer a sua classe e venceram por 2-0, com golos de Jordi Alba e Neymar.
Na Itália, a Juventus também fez a “dobradinha”, mas teve que se aplicar perante um Milão, longe daquilo que já foi. Com a entrada de Moratta aos 108’, a “vecchia signora” deu o golpe final no encontro, já que este mesmo jogador marcou o golo da vitória dois minutos depois, oferecendo mais um troféu aos “bianconeri”.
Na Alemanha, o cenário não foi melhor, chegando às grandes penalidades, à semelhança do que aconteceu em Portugal. O tetracampeão Bayern de Munique também juntou a Taça à conquista da Bundesliga. Porém, precisou da “lotaria” para bater o vice-campeão Borussia Dortmund.
Finalmente, na Inglaterra, as coisas não foram assim tão diferentes dos restantes países, com o Manchester United a bater o Crystal Palace por 2-1, após prolongamento. No entanto, não se livraram de um valente susto, já que apenas chegaram ao empate, já nos últimos dez minutos, arrastando a partida para mais trinta minutos extra. E aí, os “reddevils” venceram o prestigiado troféu, sem convencerem, aliás como foi apanágio da equipa liderada por Van Gaal ao longo da época, entretanto demitido.
A exceção à regra foi mesmo o PSG que também fez a “dobradinha” , mas sem precisar de prolongamento ou grandes penalidades. Venceu um Marselha apagado por esclarecedores 4-2.
Agora venha o Europeu!
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quinta-feira, 26 de maio de 2016
sábado, 21 de maio de 2016
Crónica: quanto pior, melhor!
por Carlos Bonaparte
Eu ainda sou do tempo em que havia vários blogs de música portuguesa onde se podia fazer donwload das músicas e dos discos. Ou como se diz na gíria, sou do tempo da pirataria lusa.
Na verdade o que muitos blogs proporcionavam era o livre acesso à música. Entretanto, artistas e editoras opuseram-se firmemente a esta livre distribuição, tanto cá como lá fora, a tal ponto que encenaram uma mirabulástica detenção do fundador do Megaupload, que hoje presta um serviço mais ou menos ao que já detinha antes, mas adaptado aos tempos modernos; entretanto o Bandcamp saiu à frente do Megabox, enquanto o fundador do Megaupload estava detido. Eu continuo a achar que o problema não foi o Megaupload, mas o trabalho independente que aí vinha com os artistas.
Entretanto em Portugal fez-se uma caça ao livre acesso à música. Já sem Sol Música Portugal, Made In Portugal, Os Reis da Música Nacional e sem grande parte das rádios locais que havia nos anos 2000, ficamos agora com um brilhante livre acesso à música portuguesa. A estrangeira continua a fazer-se ouvir, a portuguesa, nem por isso. E logo na altura em que começaram a surgir grupos como os UltraLeve, Deolinda, e artistas como Ana Moura. Resta-nos os eternos: Rui Veloso, Fausto, Jorge Palma, Sérgio Godinho, que infelizmente vão morrer um dia, como humanos que são, mas são, ainda hoje, referências principais da música portuguesa. Poderia perguntar porquê, mas seria pouco inteligente da minha parte já que a resposta é simples: propositadamente, asfixiaram-se músicas, artistas, êxitos, a troco de cêntimos para uns, euros para outros. Até a Sociedade Independente de Comunicação (SIC) decidiu terminar com o seu programa da tarde; menos música portuguesa na televisão, embora os programas de domingo à tarde tenham ficado conhecidos nacionalmente por trazerem sempre os mesmos artistas de lusokizomba, e as mesmas artistas sem roupa, ou quase.
Depois aparecem, de quando em quando, alguns blogs de música portuguesa, que logo são fechados a troco desses euros (não para os donos dos respetivos que são intimidados com ameaças legais), e ficamos com a clara sensação de que a música portuguesa é riquíssima, nos géneros, na linguagem, nos nomes que aparecem e desaparecem porque ao fim de 1 ou 2 discos descobrem que não dá; porque muitos, mesmo que apareçam no "Viva à Música" da Antena 1, não conseguem sobreviver porque, o público que ouve este nobre programa de Armando Carvalheda ou mesmo a Antena 1 em geral, é bastante reduzido comparando com a população portuguesa.
Eu sei: temos Marisa Lis que às tantas já nem sabemos bem se ainda é dos Amor Electro ou se canta a solo, temos a Gisela João, de quem ainda vamos sabendo pelas notícias que saiu um disco, e mesmo assim ficamos na dúvida se saiu, ou se vai sair, e a Mariza, que sabemos que é viva porque as notícias não deram conta da sua morte, mas que entretanto decidiu-se que havia de ficar, progressivamente, esquecida. O fado também já não é o que era porque há necessidade de o exportar, porque cá não vende. Nem a rádio Amália conseguiu dignificar o fado a nível nacional, ficou-se pelo êxito em Lisboa, apesar da rádio estar online.
Portugal já nem vai à Eurovisão, Teresa Salgueiro e os Madredeus continuam a gravar discos e a atuar, só não sabemos é quando, nem onde, nem como. A música lijeira portuguesa deixou de ser conhecida, porque antes era chamada de pimba e hoje nem isso.
Resultados práticos: caíram as vendas, caíram as visualizações, e às vezes (já não é nem 3ª nem 4ª), fico a saber de nós, Portugal, por alguns sites estrangeiros que dão conta do lançamento recente de um disco que cá nem ouvi falar.
Infelizmente a luta continua: vamos destruir a música portuguesa até que não haja mais nenhum artista sem ser passível de ser exportado ou de gerar dinheiro, independentemente da qualidade dos intervenientes ou dos temas que elaboram. É triste que num país democrático se exerça uma interessante ditadura, que já não serve, como se alegava há alguns anos, os direitos de autor. Recentemente Rui Macena foi número 1, na lista de álbums mais vendidos em Portugal. Quando não se ouve Rui Macena nas rádios de um modo geral, quando não se ouve falar de Rui Macena na televisão em geral, é porque algo está tragicamente errado na música portuguesa e nas vendas de discos... coisas que a venda digital não resolve, por muito que eu ache que esse número 1 é perfeitamente merecido de um dos artistas que honra a criatividade por um lado, e a música instrumental por outro, tanto nacional como a nível global. Mas quando um artista que a mídia não exibe, que programas de segmento renomados (que nem sequer existem) não exibem, consegue ser número 1, é porque as vendas de um modo geral, caíram para valores, digo eu, há décadas não vistos.
Eu ainda sou do tempo em que havia vários blogs de música portuguesa onde se podia fazer donwload das músicas e dos discos. Ou como se diz na gíria, sou do tempo da pirataria lusa.
Na verdade o que muitos blogs proporcionavam era o livre acesso à música. Entretanto, artistas e editoras opuseram-se firmemente a esta livre distribuição, tanto cá como lá fora, a tal ponto que encenaram uma mirabulástica detenção do fundador do Megaupload, que hoje presta um serviço mais ou menos ao que já detinha antes, mas adaptado aos tempos modernos; entretanto o Bandcamp saiu à frente do Megabox, enquanto o fundador do Megaupload estava detido. Eu continuo a achar que o problema não foi o Megaupload, mas o trabalho independente que aí vinha com os artistas.
Entretanto em Portugal fez-se uma caça ao livre acesso à música. Já sem Sol Música Portugal, Made In Portugal, Os Reis da Música Nacional e sem grande parte das rádios locais que havia nos anos 2000, ficamos agora com um brilhante livre acesso à música portuguesa. A estrangeira continua a fazer-se ouvir, a portuguesa, nem por isso. E logo na altura em que começaram a surgir grupos como os UltraLeve, Deolinda, e artistas como Ana Moura. Resta-nos os eternos: Rui Veloso, Fausto, Jorge Palma, Sérgio Godinho, que infelizmente vão morrer um dia, como humanos que são, mas são, ainda hoje, referências principais da música portuguesa. Poderia perguntar porquê, mas seria pouco inteligente da minha parte já que a resposta é simples: propositadamente, asfixiaram-se músicas, artistas, êxitos, a troco de cêntimos para uns, euros para outros. Até a Sociedade Independente de Comunicação (SIC) decidiu terminar com o seu programa da tarde; menos música portuguesa na televisão, embora os programas de domingo à tarde tenham ficado conhecidos nacionalmente por trazerem sempre os mesmos artistas de lusokizomba, e as mesmas artistas sem roupa, ou quase.
Depois aparecem, de quando em quando, alguns blogs de música portuguesa, que logo são fechados a troco desses euros (não para os donos dos respetivos que são intimidados com ameaças legais), e ficamos com a clara sensação de que a música portuguesa é riquíssima, nos géneros, na linguagem, nos nomes que aparecem e desaparecem porque ao fim de 1 ou 2 discos descobrem que não dá; porque muitos, mesmo que apareçam no "Viva à Música" da Antena 1, não conseguem sobreviver porque, o público que ouve este nobre programa de Armando Carvalheda ou mesmo a Antena 1 em geral, é bastante reduzido comparando com a população portuguesa.
Eu sei: temos Marisa Lis que às tantas já nem sabemos bem se ainda é dos Amor Electro ou se canta a solo, temos a Gisela João, de quem ainda vamos sabendo pelas notícias que saiu um disco, e mesmo assim ficamos na dúvida se saiu, ou se vai sair, e a Mariza, que sabemos que é viva porque as notícias não deram conta da sua morte, mas que entretanto decidiu-se que havia de ficar, progressivamente, esquecida. O fado também já não é o que era porque há necessidade de o exportar, porque cá não vende. Nem a rádio Amália conseguiu dignificar o fado a nível nacional, ficou-se pelo êxito em Lisboa, apesar da rádio estar online.
Portugal já nem vai à Eurovisão, Teresa Salgueiro e os Madredeus continuam a gravar discos e a atuar, só não sabemos é quando, nem onde, nem como. A música lijeira portuguesa deixou de ser conhecida, porque antes era chamada de pimba e hoje nem isso.
Resultados práticos: caíram as vendas, caíram as visualizações, e às vezes (já não é nem 3ª nem 4ª), fico a saber de nós, Portugal, por alguns sites estrangeiros que dão conta do lançamento recente de um disco que cá nem ouvi falar.
Infelizmente a luta continua: vamos destruir a música portuguesa até que não haja mais nenhum artista sem ser passível de ser exportado ou de gerar dinheiro, independentemente da qualidade dos intervenientes ou dos temas que elaboram. É triste que num país democrático se exerça uma interessante ditadura, que já não serve, como se alegava há alguns anos, os direitos de autor. Recentemente Rui Macena foi número 1, na lista de álbums mais vendidos em Portugal. Quando não se ouve Rui Macena nas rádios de um modo geral, quando não se ouve falar de Rui Macena na televisão em geral, é porque algo está tragicamente errado na música portuguesa e nas vendas de discos... coisas que a venda digital não resolve, por muito que eu ache que esse número 1 é perfeitamente merecido de um dos artistas que honra a criatividade por um lado, e a música instrumental por outro, tanto nacional como a nível global. Mas quando um artista que a mídia não exibe, que programas de segmento renomados (que nem sequer existem) não exibem, consegue ser número 1, é porque as vendas de um modo geral, caíram para valores, digo eu, há décadas não vistos.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 17
O fim de época aproxima-se e vão se definindo campeões, subidas, descidas e finalistas de taças.
Assim, a semana começou com a segunda meia-final da Taça CTT, na qual o Benfica recebeu e venceu o Sporting de Braga por 2-1. Num jogo onde os atuais detentores desta Taça rodaram a equipa quase na totalidade, viram-se a perder relativamente cedo, com um golo de Rafa Silva. Rui Vitória viu-se obrigado a chamar Jonas para o lugar de um Renato Sanches muito desinspirado (entretanto já transferido para o Bayern de Munique). E a equipa mudou completamente, mandando no jogo e dando a volta ao encontro, com golos de Jonas e Jiménez, reeditando desta forma a final da Taça da Liga da época anterior, entretanto ganha pelo Benfica.
Nas competições da UEFA, ficaram definidos os finalistas da Liga dos Campeões. No Santiago Bernabéu, o Real levou de vencido os “milionários” do City. Num encontro em que foram completamente dominados pelos “merengues”, o golo acabou por ser um auto-golo de Fernando, após um cruzamento de Gareth Bale. Na outra semi-final, o Atlético de Madrid perdeu no Allianz Arena por 2-1, valendo-lhes o golo marcado fora (2-2 no agregado final), para garantir o remake da final disputada na Luz, em 2014. O encontro ficou marcado pelas duas grandes penalidades falhadas, uma para cada lado.
A Liga Europa também encontrou os dois protagonistas da final de Basileia. Como vem sendo habitual, o Sevilha, atual detentor do troféu, volta à final, a sua terceira consecutiva. Depois de ter empatado na Ucrânia a duas bolas, venceu o Shakhtar por 3-1. Os ucranianos ainda empataram a partida, no entanto os sevilhanos não deram hipótese e venceram, carimbando o passaporte para mais um jogo decisivo. Já os ”reds” de Liverpool venceram confortavelmente por 3-0, um “submarino amarelo” que afundou completamente.
Concluindo, teremos a final da Liga Europa a 18 de Maio em Basileia, entre Liverpool e Sevilha. A Liga dos Campeões tem a sua final agendada para 28 de Maio, no Giuseppe Meazza, em Milão e oporá Real Madrid e Atlético de Madrid.
Por cá, disputou-se a 33ª jornada, que deu o apuramento, do Arouca para a Liga Europa da próxima temporada. Nas contas do título nada se alterou, já que Benfica e Sporting venceram os seus encontros. Os “leões” venceram facilmente o Setúbal por 5-0 em Alvalade, mostrando que querem e ainda podem chegar ao título.
O Benfica também venceu nos Barreiros, ao Marítimo por 2-0, num jogo onde se viu privado bastante cedo de Renato Sanches por cartão vermelho, consequência de dois cartões amarelos vistos no espaço de dez minutos. A equipa uniu-se e apoiada por um estádio maioritariamente vermelho, foi empurrada para a vitória, que apareceu no segundo tempo por Mitroglou e Talisca, num livre superiormente marcado.
Nos outros encontros, destaque para o União da Madeira que perdeu no Bessa com um golo caricato, já que Gudiño, o guardião emprestado pelo FC Porto, atrapalhou-se com a bola, após receber a bola atrasada de um colega. Este resultado, aliado à estrondosa vitória do Tondela em Paços de Ferreira, deixa tudo em aberto, quanto ao clube que vai acompanhar a Académica à Liga Ledman. Os “estudantes” perderam a sua última hipótese de ainda poderem lutar pela permanência, ao empatar com o Sporting de Braga a zero.
Concluindo, a luta pela permanência será a três, com o União da Madeira, o Tondela e a desilusão Setúbal, que se vê metido nestes “assados”.
Já a luta pela Liga Europa, definiu o Arouca como um dos representantes lusos nesta competição na próxima época. Com as derrotas de Rio Ave e Paços de Ferreira, os arouquenses, um pouco à semelhança do Leicester na Inglaterra, festejaram o apuramento de “sofá”. Para a derradeira jornada, Estoril, Rio Ave e Paços de Ferreira vão esgrimir argumentos para ver quem fica a última vaga.
No futebol internacional, destaque para o Atlético de Madrid, que perdeu em casa do relegado Levante e “saltou” do comboio do título, deixando Real Madrid e Barcelona na discussão.
Finalmente, na Holanda, Ajax e PSV lutaram até ao último minuto pelo título, com este a sorrir aos homens de Eindhoven, já que os rivais empataram incrivelmente com o De Graaffschap, penúltimo classificado. Futebol cheio de emoção!
Assim, a semana começou com a segunda meia-final da Taça CTT, na qual o Benfica recebeu e venceu o Sporting de Braga por 2-1. Num jogo onde os atuais detentores desta Taça rodaram a equipa quase na totalidade, viram-se a perder relativamente cedo, com um golo de Rafa Silva. Rui Vitória viu-se obrigado a chamar Jonas para o lugar de um Renato Sanches muito desinspirado (entretanto já transferido para o Bayern de Munique). E a equipa mudou completamente, mandando no jogo e dando a volta ao encontro, com golos de Jonas e Jiménez, reeditando desta forma a final da Taça da Liga da época anterior, entretanto ganha pelo Benfica.
Nas competições da UEFA, ficaram definidos os finalistas da Liga dos Campeões. No Santiago Bernabéu, o Real levou de vencido os “milionários” do City. Num encontro em que foram completamente dominados pelos “merengues”, o golo acabou por ser um auto-golo de Fernando, após um cruzamento de Gareth Bale. Na outra semi-final, o Atlético de Madrid perdeu no Allianz Arena por 2-1, valendo-lhes o golo marcado fora (2-2 no agregado final), para garantir o remake da final disputada na Luz, em 2014. O encontro ficou marcado pelas duas grandes penalidades falhadas, uma para cada lado.
A Liga Europa também encontrou os dois protagonistas da final de Basileia. Como vem sendo habitual, o Sevilha, atual detentor do troféu, volta à final, a sua terceira consecutiva. Depois de ter empatado na Ucrânia a duas bolas, venceu o Shakhtar por 3-1. Os ucranianos ainda empataram a partida, no entanto os sevilhanos não deram hipótese e venceram, carimbando o passaporte para mais um jogo decisivo. Já os ”reds” de Liverpool venceram confortavelmente por 3-0, um “submarino amarelo” que afundou completamente.
Concluindo, teremos a final da Liga Europa a 18 de Maio em Basileia, entre Liverpool e Sevilha. A Liga dos Campeões tem a sua final agendada para 28 de Maio, no Giuseppe Meazza, em Milão e oporá Real Madrid e Atlético de Madrid.
Por cá, disputou-se a 33ª jornada, que deu o apuramento, do Arouca para a Liga Europa da próxima temporada. Nas contas do título nada se alterou, já que Benfica e Sporting venceram os seus encontros. Os “leões” venceram facilmente o Setúbal por 5-0 em Alvalade, mostrando que querem e ainda podem chegar ao título.
O Benfica também venceu nos Barreiros, ao Marítimo por 2-0, num jogo onde se viu privado bastante cedo de Renato Sanches por cartão vermelho, consequência de dois cartões amarelos vistos no espaço de dez minutos. A equipa uniu-se e apoiada por um estádio maioritariamente vermelho, foi empurrada para a vitória, que apareceu no segundo tempo por Mitroglou e Talisca, num livre superiormente marcado.
Nos outros encontros, destaque para o União da Madeira que perdeu no Bessa com um golo caricato, já que Gudiño, o guardião emprestado pelo FC Porto, atrapalhou-se com a bola, após receber a bola atrasada de um colega. Este resultado, aliado à estrondosa vitória do Tondela em Paços de Ferreira, deixa tudo em aberto, quanto ao clube que vai acompanhar a Académica à Liga Ledman. Os “estudantes” perderam a sua última hipótese de ainda poderem lutar pela permanência, ao empatar com o Sporting de Braga a zero.
Concluindo, a luta pela permanência será a três, com o União da Madeira, o Tondela e a desilusão Setúbal, que se vê metido nestes “assados”.
Já a luta pela Liga Europa, definiu o Arouca como um dos representantes lusos nesta competição na próxima época. Com as derrotas de Rio Ave e Paços de Ferreira, os arouquenses, um pouco à semelhança do Leicester na Inglaterra, festejaram o apuramento de “sofá”. Para a derradeira jornada, Estoril, Rio Ave e Paços de Ferreira vão esgrimir argumentos para ver quem fica a última vaga.
No futebol internacional, destaque para o Atlético de Madrid, que perdeu em casa do relegado Levante e “saltou” do comboio do título, deixando Real Madrid e Barcelona na discussão.
Finalmente, na Holanda, Ajax e PSV lutaram até ao último minuto pelo título, com este a sorrir aos homens de Eindhoven, já que os rivais empataram incrivelmente com o De Graaffschap, penúltimo classificado. Futebol cheio de emoção!
quarta-feira, 23 de março de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 12
A semana futebolística lusa arrancou com o sensacional apuramento do Braga para os Quartos-de-Final da Liga Europa, após vencer o Fenerbahçe por 4-1. Depois de terem perdido na 1ª mão pela margem mínima, os “arsenalistas” entraram dispostos a resolver a eliminatória a seu favor. E logo aos 11’, Hassan, o goleador da equipa, abriu o marcador (em fora-de-jogo milimétrico), empatando a eliminatória. No entanto, Alper Potuk empatou o jogo, já nos descontos do primeiro tempo, voltando colocar os turcos na frente da eliminatória. Na segunda parte, após a expulsão de Alper Potuk, por acumulação de amarelos, os bracarenses arrancaram para a reviravolta na eliminatória. Assim, Josué, numa penalidade muito duvidosa, fez o 2-1. Não chegava ainda, mas Stojiljkovic e Rafa Silva carimbaram a passagem ao “top 8” da Europa League, num final com pouco fair play por parte dos comandados de Vítor Pereira, que acabaram reduzidos a oito jogadores.
Assim, o Braga terá pela frente o Shakhtar Donetsk, que não sendo um “tubarão” do futebol europeu, é uma equipa de respeito. Pior sorte teve o Benfica na Liga dos Campeões, já que lhe saiu a “fava” com o Bayern de Munique. Se não é o pior adversário que podia calhar às “águias”, anda lá perto. Mas como se costuma dizer, a bola é redonda e são 11 de cada lado. Só esperamos que no fim não ganhem os alemães.
Na Liga NOS, tudo na mesma na frente, já que o líder venceu os “axadrezados” no Bessa, num jogo não muito conseguido por parte do Benfica. Com muitas baixas, por lesões e castigos, naquela que seria presumivelmente a equipa titular, os homens de Vitória criaram poucas oportunidades de golo durante o tempo regulamentar, sendo salvos por um golo de Jonas no… minuto 92, o mesmo minuto que já foi madrasto noutras ocasiões.
Já os outros candidatos ao título também venceram os seus jogos, com os “leões” a cilindrarem autenticamente o Arouca, que vinha sendo uma das sensações da época, por 5-1. Ao intervalo, já venciam por 4-0, com golos de Teo Gutiérrez e João Mário a bisarem. No segundo tempo, Bryan Ruiz marcou o último por parte do Sporting e Gegé ainda reduziu, mas sem efeitos práticos nas contas finais. Curiosamente, Slimani, o marcador leonino na prova, não marcou e acabou sendo substituído, com visível desagrado estampado na cara.
O FC Porto venceu o Setúbal, uma equipa em agonia, muito por culpa pela péssima segunda volta. Um golo de Sérgio Oliveira a fechar o primeiro tempo, bastou para levar os três pontos para a Invicta. Porém, não se livraram de um valente susto a fechar a partida, que ia comprometendo a conquista dos três pontos.
Nas restantes partidas, destaque para o Braga que venceu o União da Madeira, mesmo sem rodar a equipa. União da Madeira que joga para o ponto, mas não tem corrido assim tão bem nas últimas jornadas.
As outras equipas madeirenses no escalão maior do futebol português acabaram por ter sortes distintas. O Marítimo foi a Vila do Conde perder por 1-0, com Roderick Miranda, que passou pelo Benfica, a aproveitar a confusão na área verde-rubra e marcou o único golo. Os madeirenses acordaram tarde para o jogo e não foram capazes de virar o jogo.
Já o Nacional da Madeira venceu o Vitória de Guimarães por 3-2, num jogo em que o placard foi inaugurado muito cedo por Licá, por parte dos visitantes. Os donos da casa empataram por Rui Correia ainda antes do quarto de hora de jogo. Os visitantes voltaram a adiantar-se em cima do intervalo numa grande penalidade. Já no segundo tempo, Soares, com um bis, deu a vitória aos insulares.
Na luta pela permanência, os “estudantes” não conseguiram amealhar pontos, com uma derrota estrondosa em casa por 3-0, com Mattheus Oliveira, filho de Bebeto, a bisar e o outro golo a ser apontado por Gerso. Já o Tondela, com a matemática ainda a jogar a favor, obteve um empate a duas bolas frente ao Belenenses. Num outro jogo, em que a sombra da descida ainda pairava, o Moreirense obteve um bom empate, fora de casa, frente aos “castores”.
Concluindo, pouco ou nada mudou na frente, na luta pela Europa e até na sobrevivência no escalão maior.
No campeonato de “nuestros hermanos”, destaque para o Barcelona que escorregou ao empatar com o Villarreal a dois. Não colocou a liderança em perigo, mas acaba sempre por ser surpreendente, ainda para mais quando os “bluegrana” chegaram ao intervalo a vencer. O Real Madrid não vacilou e venceu o Sevilha por 4-0 com a tripla BBC (Bale, Benzema e Ronaldo) a marcarem e Jesé Rodriguez a fechar a contagem. O jogo teve a particularidade de cada equipa ter falhado uma grande penalidade, com Ronaldo a falhar pelos “merengues” e Kevin Gameiro pelos bi vencedores da Liga Europa, que daria o empate nesse momento.
Destaque final para Leonardo Jardim e o “seu” Mónaco, que estragaram a festa do título ao PSG em pleno Parque dos Príncipes, vencendo por 2-0. Sendo surpreendente, acaba por ser compreensível com a descompressão da equipa parisiense.
Nota final para o Estrela Vermelha de Belgrado de Hugo Vieira, ex-jogador do Gil Vicente e teve uma passagem fugaz pelo Benfica, que vai na 24ª vitória consecutiva, com o avançado português a levar 19 golos à sua conta.
Assim, o Braga terá pela frente o Shakhtar Donetsk, que não sendo um “tubarão” do futebol europeu, é uma equipa de respeito. Pior sorte teve o Benfica na Liga dos Campeões, já que lhe saiu a “fava” com o Bayern de Munique. Se não é o pior adversário que podia calhar às “águias”, anda lá perto. Mas como se costuma dizer, a bola é redonda e são 11 de cada lado. Só esperamos que no fim não ganhem os alemães.
Na Liga NOS, tudo na mesma na frente, já que o líder venceu os “axadrezados” no Bessa, num jogo não muito conseguido por parte do Benfica. Com muitas baixas, por lesões e castigos, naquela que seria presumivelmente a equipa titular, os homens de Vitória criaram poucas oportunidades de golo durante o tempo regulamentar, sendo salvos por um golo de Jonas no… minuto 92, o mesmo minuto que já foi madrasto noutras ocasiões.
Já os outros candidatos ao título também venceram os seus jogos, com os “leões” a cilindrarem autenticamente o Arouca, que vinha sendo uma das sensações da época, por 5-1. Ao intervalo, já venciam por 4-0, com golos de Teo Gutiérrez e João Mário a bisarem. No segundo tempo, Bryan Ruiz marcou o último por parte do Sporting e Gegé ainda reduziu, mas sem efeitos práticos nas contas finais. Curiosamente, Slimani, o marcador leonino na prova, não marcou e acabou sendo substituído, com visível desagrado estampado na cara.
O FC Porto venceu o Setúbal, uma equipa em agonia, muito por culpa pela péssima segunda volta. Um golo de Sérgio Oliveira a fechar o primeiro tempo, bastou para levar os três pontos para a Invicta. Porém, não se livraram de um valente susto a fechar a partida, que ia comprometendo a conquista dos três pontos.
Nas restantes partidas, destaque para o Braga que venceu o União da Madeira, mesmo sem rodar a equipa. União da Madeira que joga para o ponto, mas não tem corrido assim tão bem nas últimas jornadas.
As outras equipas madeirenses no escalão maior do futebol português acabaram por ter sortes distintas. O Marítimo foi a Vila do Conde perder por 1-0, com Roderick Miranda, que passou pelo Benfica, a aproveitar a confusão na área verde-rubra e marcou o único golo. Os madeirenses acordaram tarde para o jogo e não foram capazes de virar o jogo.
Já o Nacional da Madeira venceu o Vitória de Guimarães por 3-2, num jogo em que o placard foi inaugurado muito cedo por Licá, por parte dos visitantes. Os donos da casa empataram por Rui Correia ainda antes do quarto de hora de jogo. Os visitantes voltaram a adiantar-se em cima do intervalo numa grande penalidade. Já no segundo tempo, Soares, com um bis, deu a vitória aos insulares.
Na luta pela permanência, os “estudantes” não conseguiram amealhar pontos, com uma derrota estrondosa em casa por 3-0, com Mattheus Oliveira, filho de Bebeto, a bisar e o outro golo a ser apontado por Gerso. Já o Tondela, com a matemática ainda a jogar a favor, obteve um empate a duas bolas frente ao Belenenses. Num outro jogo, em que a sombra da descida ainda pairava, o Moreirense obteve um bom empate, fora de casa, frente aos “castores”.
Concluindo, pouco ou nada mudou na frente, na luta pela Europa e até na sobrevivência no escalão maior.
No campeonato de “nuestros hermanos”, destaque para o Barcelona que escorregou ao empatar com o Villarreal a dois. Não colocou a liderança em perigo, mas acaba sempre por ser surpreendente, ainda para mais quando os “bluegrana” chegaram ao intervalo a vencer. O Real Madrid não vacilou e venceu o Sevilha por 4-0 com a tripla BBC (Bale, Benzema e Ronaldo) a marcarem e Jesé Rodriguez a fechar a contagem. O jogo teve a particularidade de cada equipa ter falhado uma grande penalidade, com Ronaldo a falhar pelos “merengues” e Kevin Gameiro pelos bi vencedores da Liga Europa, que daria o empate nesse momento.
Destaque final para Leonardo Jardim e o “seu” Mónaco, que estragaram a festa do título ao PSG em pleno Parque dos Príncipes, vencendo por 2-0. Sendo surpreendente, acaba por ser compreensível com a descompressão da equipa parisiense.
Nota final para o Estrela Vermelha de Belgrado de Hugo Vieira, ex-jogador do Gil Vicente e teve uma passagem fugaz pelo Benfica, que vai na 24ª vitória consecutiva, com o avançado português a levar 19 golos à sua conta.
terça-feira, 15 de março de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 11
A semana ficou marcada pela categórica passagem do Benfica aos Quartos-de-final da Liga milionária. Frente a um poderoso Zenit (em termos económicos), os bicampeões levaram a “água ao seu moinho” numa 2ª mão que esteve sempre controlada, exceção feita ao momento em que os russos empataram a eliminatória por Hulk. Aí, pensou-se que os homens de Vitória poderiam perder a lucidez mas foi puro engano. Veio para cima do adversário, empatou o jogo através de Gaitan, fazendo a recarga após defesa de Lodygin a um potente remate de Raul Jiménez. A eliminatória ficou praticamente resolvida, mas as “águias” foram mais longe e venceram mesmo o encontro com o golo de Talisca a selar uma vitória histórica. Assim, Rui Vitória conseguiu no seu ano de estreia algo que Jesus logrou atingir apenas por uma vez em seis anos, chegar a esta fase da prova milionária.
Nos outros encontros desta fase da competição, o PSG (já campeão confirmado no seu país) voltou a bater o Chelsea (1-2), em pleno Stamford Bridge, uma equipa muito abaixo do que já produziu noutras épocas não muito longínquas. O Wolfsburgo voltou a bater o Gent, desta feita por 1-0 e confirmou o que já tinha feito na 1ª mão, estando com toda a justiça no “top 8” da Champions League.
Finalmente falta referir o Real Madrid que repetiu o resultado da 1ª mão com o “inevitável” Ronaldo a abrir o marcador e quatro minutos volvidos, assistiu James Rodriguez para o 2-0 final. Assim sendo, estão encontradas as primeiras quatro equipas dos Quartos-de-Final: Benfica, PSG, Real Madrid e Wolfsburgo, ficando por encontrar as restantes quatro no decorrer desta semana.
Já o Sporting de Braga, foi à Turquia e salvou-se no meio de um autêntico “inferno” que são os estádios turcos. Perdeu apenas por 1-0, sofrendo o golo ao minuto 82, numa das poucas vezes em que errou defensivamente. Não sendo o melhor dos resultados, ainda mantém a chama bracarense da Liga Europa acesa.
Na Liga Nos, tudo na mesma no topo da classificação, ou seja, os três “grandes” venceram, mantendo-se assim as diferenças pontuais. Mas a jornada abriu com o Marítimo a ser inapelavelmente batido em casa perante o Boavista. Resultado surpreendente, não tanto pela vitória, mas sim pelos números finais.
Já no dia seguinte, o Sporting conquistou uma vitória (e o primeiro lugar da classificação, mesmo que à condição) complicada frente ao Estoril-Praia. Marcou por Slimani, aos 5’ e 45’, mas o golo dos “canarinhos” lançou a incerteza no resultado até final da partida. No Dragão, ia acontecendo o impensável, com o União da Madeira a conseguir empatar a partida, num espaço de cinco minutos, depois de estar a perder por 2-0. Mas os “dragões” mostraram que ainda sonham com o título e voltaram a adiantar-se no marcador já no minuto 87 por Jesus… Corona, mostrando que ainda estão vivos.
Nos jogos de domingo, Moreirense e Académica empataram a duas bolas, num encontro em que a luta pela permanência no escalão maior do futebol luso estava em causa. Em Arouca, a equipa caseira continuou a sua excelente campanha (mesmo com o treinador expulso mais uma vez), batendo o Setúbal, que não sabe o que é vencer há sete jornadas. Continua em queda livre e pode ver-se embrulhado no meio das contas da permanência. Na Choupana, desta vez sem nevoeiro, o Nacional bateu o Rio Ave por 1-0 e continua a sua recuperação, vendo a luta pela Europa mais próxima. Refira-se que este jogo teve uma particularidade rara, se não mesmo única, com os quatro guarda-redes, titulares e suplentes das duas equipas, a irem a jogo. Em Guimarães, o Vitória não foi capaz de contrariar um golo sofrido aos 3’, na sequência de um canto, com Fábio Cardoso a cabecear para o fundo das redes. Já no Restelo, aconteceu aquilo que se esperava, com o Braga a rodar jogadores e a ser “cilindrado” por 3-0, com os golos a serem marcados num curto espaço de dez minutos, entre o 56º e 66º minuto.
Finalmente, a ronda fechou com o líder, Benfica, a vencer facilmente por 4-1 o último classificado, o Tondela. Num jogo jogado a ritmo médio, os “encarnados” venceram confortavelmente o “lanterna vermelha”, com Jardel a abrir a contagem e Jonas a bisar, tornando-se novamente o líder da lista de melhores marcadores na Europa. Mitroglu fechou a contagem “encarnada” e levou um cartão amarelo durante os festejos, o que o impede de defrontar o Boavista, por ter atingido o 5º amarelo, tal como Jardel. O Tondela ainda marcou o seu golo de honra mas o jogo acabou pouco depois, fazendo com que as “águias” mantenham a liderança da classificação.
Já lá por fora, destaque para o PSG que se tornou campeão em França, a oito jornadas do fim, já que tem uma vantagem de 25 pontos sobre o Mónaco, de Leonardo Jardim, a quem apenas resta defender a vice-liderança.
Em Espanha, pouco mudou com o Barça e os “merengues” a vencerem, mas com estes a apanharem um valente susto em casa do Las Palmas.
Nos outros encontros desta fase da competição, o PSG (já campeão confirmado no seu país) voltou a bater o Chelsea (1-2), em pleno Stamford Bridge, uma equipa muito abaixo do que já produziu noutras épocas não muito longínquas. O Wolfsburgo voltou a bater o Gent, desta feita por 1-0 e confirmou o que já tinha feito na 1ª mão, estando com toda a justiça no “top 8” da Champions League.
Finalmente falta referir o Real Madrid que repetiu o resultado da 1ª mão com o “inevitável” Ronaldo a abrir o marcador e quatro minutos volvidos, assistiu James Rodriguez para o 2-0 final. Assim sendo, estão encontradas as primeiras quatro equipas dos Quartos-de-Final: Benfica, PSG, Real Madrid e Wolfsburgo, ficando por encontrar as restantes quatro no decorrer desta semana.
Já o Sporting de Braga, foi à Turquia e salvou-se no meio de um autêntico “inferno” que são os estádios turcos. Perdeu apenas por 1-0, sofrendo o golo ao minuto 82, numa das poucas vezes em que errou defensivamente. Não sendo o melhor dos resultados, ainda mantém a chama bracarense da Liga Europa acesa.
Na Liga Nos, tudo na mesma no topo da classificação, ou seja, os três “grandes” venceram, mantendo-se assim as diferenças pontuais. Mas a jornada abriu com o Marítimo a ser inapelavelmente batido em casa perante o Boavista. Resultado surpreendente, não tanto pela vitória, mas sim pelos números finais.
Já no dia seguinte, o Sporting conquistou uma vitória (e o primeiro lugar da classificação, mesmo que à condição) complicada frente ao Estoril-Praia. Marcou por Slimani, aos 5’ e 45’, mas o golo dos “canarinhos” lançou a incerteza no resultado até final da partida. No Dragão, ia acontecendo o impensável, com o União da Madeira a conseguir empatar a partida, num espaço de cinco minutos, depois de estar a perder por 2-0. Mas os “dragões” mostraram que ainda sonham com o título e voltaram a adiantar-se no marcador já no minuto 87 por Jesus… Corona, mostrando que ainda estão vivos.
Nos jogos de domingo, Moreirense e Académica empataram a duas bolas, num encontro em que a luta pela permanência no escalão maior do futebol luso estava em causa. Em Arouca, a equipa caseira continuou a sua excelente campanha (mesmo com o treinador expulso mais uma vez), batendo o Setúbal, que não sabe o que é vencer há sete jornadas. Continua em queda livre e pode ver-se embrulhado no meio das contas da permanência. Na Choupana, desta vez sem nevoeiro, o Nacional bateu o Rio Ave por 1-0 e continua a sua recuperação, vendo a luta pela Europa mais próxima. Refira-se que este jogo teve uma particularidade rara, se não mesmo única, com os quatro guarda-redes, titulares e suplentes das duas equipas, a irem a jogo. Em Guimarães, o Vitória não foi capaz de contrariar um golo sofrido aos 3’, na sequência de um canto, com Fábio Cardoso a cabecear para o fundo das redes. Já no Restelo, aconteceu aquilo que se esperava, com o Braga a rodar jogadores e a ser “cilindrado” por 3-0, com os golos a serem marcados num curto espaço de dez minutos, entre o 56º e 66º minuto.
Finalmente, a ronda fechou com o líder, Benfica, a vencer facilmente por 4-1 o último classificado, o Tondela. Num jogo jogado a ritmo médio, os “encarnados” venceram confortavelmente o “lanterna vermelha”, com Jardel a abrir a contagem e Jonas a bisar, tornando-se novamente o líder da lista de melhores marcadores na Europa. Mitroglu fechou a contagem “encarnada” e levou um cartão amarelo durante os festejos, o que o impede de defrontar o Boavista, por ter atingido o 5º amarelo, tal como Jardel. O Tondela ainda marcou o seu golo de honra mas o jogo acabou pouco depois, fazendo com que as “águias” mantenham a liderança da classificação.
Já lá por fora, destaque para o PSG que se tornou campeão em França, a oito jornadas do fim, já que tem uma vantagem de 25 pontos sobre o Mónaco, de Leonardo Jardim, a quem apenas resta defender a vice-liderança.
Em Espanha, pouco mudou com o Barça e os “merengues” a vencerem, mas com estes a apanharem um valente susto em casa do Las Palmas.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 7
A semana desportiva que acabou, ditou o primeiro finalista da Taça CTT ou Taça da Liga, consoante queiram chamar. O Marítimo vai repetir a presença na final da competição, depois de ter batido o Portimonense, revelação desta época deste troféu, por 3-1. Num jogo em que o Marítimo tremeu, mas não caiu, os algarvios até marcaram primeiro por Pires, logo aos 4 minutos. No entanto, os insulares reagiram bem e empataram aos 17’ por Edgar Costa e colocaram-se em vantagem à passagem do 31º minuto por Éber Bessa, tendo Babá Diawara fechado a contagem aos 90’. Assim sendo, o Marítimo fica a aguardar o seu adversárioque irá ser encontrado num encontro entre o Benfica e o Braga… que está ainda por agendar!
A jornada da Liga deste fim-de-semana começou logo com um “escaldante” Benfica-Porto… morno! Pelo menos, a nível da arbitragem foi tão correto que uma “mão cheia“ chegou para contar os amarelos do clássico. No jogo jogado, os “encarnados” dominaram o encontro durante a primeira parte, marcando relativamente cedo por Mitroglu, mas adormeceram e consentiram o empate ainda na etapa inicial. Essencialmente, o Benfica falhou onde costuma ser eficaz… na eficácia, passe a redundância. É verdade que teve um Casillas pela frente, num patamar que o fez ser um dos melhores do mundo e talvez daí, se possa explicar parte do desacerto encarnado na hora de rematar à baliza. Na segunda parte, o ritmo encarnado diminuiu e o Porto aproveitou para chegar à vantagem por Aboubakar, com os comandados de Rui Vitória em claro défice físico e talvez por isso, não conseguiram chegar ao empate. Assim, o clube da Luz tem o registo impressionante de 5 derrotas… em 5 jogos com os rivais diretos.
Quem não vacilou e tirou vantagem do clássico da Luz, foram os “leões”. Foram à Choupana (sem nevoeiro) e bateram por claros 4-0, o Nacional da Madeira. Num jogo em que os homens de Jesus entraram praticamente a ganhar, com um golo aos 3’, os alvinegros nunca mostraram força para contrariar um Sporting moralizado, confiante e determinado em chegar ao primeiro lugar isolado, objetivo que acabaram por atingir.
Nos outros encontros, destaque para o Braga que venceu na Madeira por 3-1, com o primeiro golo envolto em polémica, já que parece não haver motivo para a grande penalidade assinalada e a consequente expulsão. Apesar desta contrariedade, os “verde-rubros” lutaram até ao limite das suas forças, justificando um outro resultado que não a derrota. A outra equipa madeirense, o União da Madeira, não fugiu à regra insular desta jornada e também saiu vergado a uma derrota, por 3-0 em Arouca. Um pouco à imagem do Nacional da Madeira, os “azuis-amarelos” sofreram um golo cedo e perderam o rumo, acabando goleados. Resumindo, um fim-de-semana muito mau para as equipas madeirenses, que acabou com 3 derrotas e um score de 1-10 em golos… péssimo!
O Boavista empatou com os “estudantes” num jogo de “aflitos”, mantendo os homens de Coimbra abaixo da “linha-de-água”, mas mais perto do 15º classificado, curiosamente o adversário desta jornada (ex-aequo com o Nacional da Madeira), agora a 2 pontos de distância.
Os Vitórias, Guimarães e Setúbal, enfrentaram-se na “cidade berço”, saldando-se num empate a 2 bolas. O encontro teve a particularidade dos sadinos terem acabado reduzidos a 9 jogadores, devido à amostragem de dois cartões vermelhos.
O clube do Restelo arrancou uma vitória em Moreira de Cónegos por 3-2, estando agora confortavelmente instalados a meio da tabela. Já o Moreirense continua com 23 pontos, 4 pontos acima da zona de despromoção.
Um clube que dificilmente sai da zona de despromoção é o Tondela, voltou a perder, desta feita frente ao Estoril. Ainda inaugurou o marcador, mas os “canarinhos” deram a volta, sendo o segundo golo… um autogolo! É caso para dizer que um azar nunca vem só….
A fechar a jornada, o Rio Ave recebeu o Paços de Ferreira, empatando a uma bola. Uma curiosidade é o facto de os “castores” poderem queixar-se do árbitro e… de si próprios! O árbitro anulou-lhes um golo limpo e falharam uma grande penalidade… coisas do futebol!
No país vizinho, o Barcelona “cilindrou” o Celta de Vigo por 6 bolas a uma, nada de anormal. A anormalidade foi o facto de terem marcado uma grande penalidade a “dois tempos”, ou seja, o Messi arrancou para a bola e deu um toque para o lado onde apareceu Suarez que só encostou. Não é ilegal mas gerou muita controvérsia, já que pode ser interpretado como uma falta de respeito para com o adversário. Na mesma competição, Ronaldo “carregou” o Real Madrid “às costas”, bisando e fazendo uma assistência, na vitória por 4-2 frente ao Athletic de Bilbau. Portanto, nada de novo na frente, com os homens da Catalunha na liderança, com 3 pontos de avanço sobre o Atlético de Madrid e quatro sobre o Real… ainda com menos um jogo disputado por parte dos catalães.
Destaque ainda para Marco Silva, que ao comando do Olympiakos, perdeu pela primeira vez para o campeonato helénico. Os donos da proeza foram os homens do AEK, que bateram os atuais comandantes do campeonato por 1-0.
A jornada da Liga deste fim-de-semana começou logo com um “escaldante” Benfica-Porto… morno! Pelo menos, a nível da arbitragem foi tão correto que uma “mão cheia“ chegou para contar os amarelos do clássico. No jogo jogado, os “encarnados” dominaram o encontro durante a primeira parte, marcando relativamente cedo por Mitroglu, mas adormeceram e consentiram o empate ainda na etapa inicial. Essencialmente, o Benfica falhou onde costuma ser eficaz… na eficácia, passe a redundância. É verdade que teve um Casillas pela frente, num patamar que o fez ser um dos melhores do mundo e talvez daí, se possa explicar parte do desacerto encarnado na hora de rematar à baliza. Na segunda parte, o ritmo encarnado diminuiu e o Porto aproveitou para chegar à vantagem por Aboubakar, com os comandados de Rui Vitória em claro défice físico e talvez por isso, não conseguiram chegar ao empate. Assim, o clube da Luz tem o registo impressionante de 5 derrotas… em 5 jogos com os rivais diretos.
Quem não vacilou e tirou vantagem do clássico da Luz, foram os “leões”. Foram à Choupana (sem nevoeiro) e bateram por claros 4-0, o Nacional da Madeira. Num jogo em que os homens de Jesus entraram praticamente a ganhar, com um golo aos 3’, os alvinegros nunca mostraram força para contrariar um Sporting moralizado, confiante e determinado em chegar ao primeiro lugar isolado, objetivo que acabaram por atingir.
Nos outros encontros, destaque para o Braga que venceu na Madeira por 3-1, com o primeiro golo envolto em polémica, já que parece não haver motivo para a grande penalidade assinalada e a consequente expulsão. Apesar desta contrariedade, os “verde-rubros” lutaram até ao limite das suas forças, justificando um outro resultado que não a derrota. A outra equipa madeirense, o União da Madeira, não fugiu à regra insular desta jornada e também saiu vergado a uma derrota, por 3-0 em Arouca. Um pouco à imagem do Nacional da Madeira, os “azuis-amarelos” sofreram um golo cedo e perderam o rumo, acabando goleados. Resumindo, um fim-de-semana muito mau para as equipas madeirenses, que acabou com 3 derrotas e um score de 1-10 em golos… péssimo!
O Boavista empatou com os “estudantes” num jogo de “aflitos”, mantendo os homens de Coimbra abaixo da “linha-de-água”, mas mais perto do 15º classificado, curiosamente o adversário desta jornada (ex-aequo com o Nacional da Madeira), agora a 2 pontos de distância.
Os Vitórias, Guimarães e Setúbal, enfrentaram-se na “cidade berço”, saldando-se num empate a 2 bolas. O encontro teve a particularidade dos sadinos terem acabado reduzidos a 9 jogadores, devido à amostragem de dois cartões vermelhos.
O clube do Restelo arrancou uma vitória em Moreira de Cónegos por 3-2, estando agora confortavelmente instalados a meio da tabela. Já o Moreirense continua com 23 pontos, 4 pontos acima da zona de despromoção.
Um clube que dificilmente sai da zona de despromoção é o Tondela, voltou a perder, desta feita frente ao Estoril. Ainda inaugurou o marcador, mas os “canarinhos” deram a volta, sendo o segundo golo… um autogolo! É caso para dizer que um azar nunca vem só….
A fechar a jornada, o Rio Ave recebeu o Paços de Ferreira, empatando a uma bola. Uma curiosidade é o facto de os “castores” poderem queixar-se do árbitro e… de si próprios! O árbitro anulou-lhes um golo limpo e falharam uma grande penalidade… coisas do futebol!
No país vizinho, o Barcelona “cilindrou” o Celta de Vigo por 6 bolas a uma, nada de anormal. A anormalidade foi o facto de terem marcado uma grande penalidade a “dois tempos”, ou seja, o Messi arrancou para a bola e deu um toque para o lado onde apareceu Suarez que só encostou. Não é ilegal mas gerou muita controvérsia, já que pode ser interpretado como uma falta de respeito para com o adversário. Na mesma competição, Ronaldo “carregou” o Real Madrid “às costas”, bisando e fazendo uma assistência, na vitória por 4-2 frente ao Athletic de Bilbau. Portanto, nada de novo na frente, com os homens da Catalunha na liderança, com 3 pontos de avanço sobre o Atlético de Madrid e quatro sobre o Real… ainda com menos um jogo disputado por parte dos catalães.
Destaque ainda para Marco Silva, que ao comando do Olympiakos, perdeu pela primeira vez para o campeonato helénico. Os donos da proeza foram os homens do AEK, que bateram os atuais comandantes do campeonato por 1-0.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 6
Esta semana ficou marcada pela 1ª Mão das Meias-Finais da Taça de Portugal e da Copa del Rey, em Espanha, curiosamente.
No primeiro caso, o FC Porto está praticamente com os dois pés no Jamor, já que venceu o Gil Vicente, em Barcelos, sem grandes dificuldades por 3-0. Os gilistas, lutaram até à exaustão, mandando uma bola à barra, inclusive. No entanto, a maior experiência veio ao de cima, fazendo com que os “azuis-e-brancos” vencessem folgadamente e ficassem com o passaporte praticamente carimbado para a Final da Taça de Portugal.
Os comandados de Paulo Fonseca, o Sporting de Braga, têm a tarefa mais complicada, já que venceram apenas por 1-0, um aguerrido Rio Ave que nunca se deu por vencido. Mais um jogo marcado pela polémica, num lance em que Kayembé, avançado vila-condense, reclama uma grande penalidade, tendo inclusive dito que Baiano, defesa arsenalista, admitiu que tinha cometido a irregularidade. Como seria de esperar, o jogador bracarense veio desmentir, criando a polémica… mais uma a juntar a outras!
Na Copa del Rey, o assunto parece resolvido quanto aos finalistas, com o Barcelona a cilindrar o Valência, que está muito abaixo das expectativas, por 7-0 (!) e o Sevilha a vencer, um tanto ou quanto surpreendentemente, por 4-0, o Celta de Vigo. A segunda mão, será apenas uma mera formalidade, como indicam os resultados dos primeiros embates.
Na Liga NOS, destaque para o Benfica que teve uma jornada muito favorável, beneficiando da surpreendente derrota do FC Porto em casa, frente ao Arouca e do empate, também caseiro, do Sporting frente ao Rio Ave.
Os encarnados foram ao Restelo vencer com uma “mão cheia” de golos. Embora o resultado possa deixar transparecer facilidade, não foi bem isso que aconteceu, pelo menos durante a primeira parte, já que o primeiro golo apareceu bem perto do intervalo e Júlio César foi obrigado a fazer a defesa da jornada, a um potente livre de Carlos Martins.
Os “dragões” pode-se dizer que entraram praticamente a perder, já que sofreram o golo mais rápido da Liga… aos 9 segundos! Logo na bola de saída, o Arouca meteu a bola na direita e num cruzamento para o coração da área, apareceu o avançado Walter González a bater o seu ídolo, Iker Casillas. O FC Porto respondeu e chegou ao empate aos 14’ por Aboubakar. No entanto, não foi capaz de superiorizar-se aos pupilos de Lito Vidigal, que num tremendo erro de Maicon, deu de “bandeja” o 2-1 final ao jogador arouquense que acabou por bisar. Os “azuis-e-brancos” levam outro problema por resolver, já que Maicon saiu de campo, alegando uma lesão, deixando a equipa reduzida a dez jogadores. Uma atitude lamentável num profissional de futebol…
Os “leões” deixaram-se alcançar no topo da tabela, após o empate caseiro frente ao Rio Ave, num jogo bem disputado durante a primeira metade, com ocasiões de golo para ambos os lados. Na segunda parte, talvez fruto do desgaste físico da meia-final da Taça de Portugal, os vila-condenses “encolheram-se” e foram tentando o contra-ataque, com o Sporting a pressionar, mas com pouca eficácia.
Nos restantes jogos, o Marítimo conseguiu o seu primeiro ponto na era Nelo Vingada, empatando com o Vitória de Setúbal a uma bola. Um jogo que ficou marcado pela grande penalidade a favorecer os “verde-rubros”, muito polémica e que ditou o resultado final.
O Nacional da Madeira arrancou um empate em Coimbra a dois golos, com a particularidade de os quatro golos da partida terem sido apontados pela equipa da casa… dois na própria baliza, obviamente.
A outra equipa madeirense, o União da Madeira, não conseguiu dar seguimento aos bons resultados, perdendo em casa por 1-0, frente ao Moreirense. Um resultado que é um bom “balão de oxigénio” para os homens de Moreira de Cónegos, que veem a “linha-de-água” um pouco mais longe.
No fim da 21ª jornada, curiosa a posição dos três clubes madeirenses na tabela classificativa, já que o União da Madeira tem 23 pontos e está no 13º lugar, logo a seguir o Marítimo com 22 pontos e o Nacional da Madeira com 21 pontos. Campeonato muito abaixo dos objetivos propostos para nacionalistas e maritimistas.
Já o União da Madeira está a fazer uma época dentro das expetativas.
Nos restantes encontros, o Tondela empatou a uma bola com o Vitória de Guimarães, com o golo dos homens do distrito de Viseu a ser obtido, com um “frango” monumental do guardião vimaranense. Na Capital do Móvel, os “axadrezados” bateram a equipa local por 1-0, mantendo-se assim imbatível nesta 2ª volta, com o pecúlio de 3 vitórias e um empate nos últimos quatro encontros.
No jogo que encerrou a jornada, o Braga levou de vencido o Estoril, com os golos a serem obtidos no espaço de 3 minutos, aproximando-se do terceiro lugar ocupado pelo FC Porto.
No país vizinho, os três ditos grandes venceram, mantendo-se tudo igual na frente. O Real Madrid continua a quatro pontos de distanciado seu eterno rival Barcelona, com o Atlético de Madrid intrometido entre os dois.
No campeonato gaulês, Leonardo Jardim e o “seu” Mónaco continuam confortavelmente instalados na vice-liderança, sem a mínima hipótese de chegar ao título, já praticamente entregue ao líder PSG. Na Grécia, Marco Silva continua a brilhar, ao vencer o PAOK por 1-0 e continua no primeiro posto da classificação com 19 pontos de vantagem sobre o segundo, o AEK.
No primeiro caso, o FC Porto está praticamente com os dois pés no Jamor, já que venceu o Gil Vicente, em Barcelos, sem grandes dificuldades por 3-0. Os gilistas, lutaram até à exaustão, mandando uma bola à barra, inclusive. No entanto, a maior experiência veio ao de cima, fazendo com que os “azuis-e-brancos” vencessem folgadamente e ficassem com o passaporte praticamente carimbado para a Final da Taça de Portugal.
Os comandados de Paulo Fonseca, o Sporting de Braga, têm a tarefa mais complicada, já que venceram apenas por 1-0, um aguerrido Rio Ave que nunca se deu por vencido. Mais um jogo marcado pela polémica, num lance em que Kayembé, avançado vila-condense, reclama uma grande penalidade, tendo inclusive dito que Baiano, defesa arsenalista, admitiu que tinha cometido a irregularidade. Como seria de esperar, o jogador bracarense veio desmentir, criando a polémica… mais uma a juntar a outras!
Na Copa del Rey, o assunto parece resolvido quanto aos finalistas, com o Barcelona a cilindrar o Valência, que está muito abaixo das expectativas, por 7-0 (!) e o Sevilha a vencer, um tanto ou quanto surpreendentemente, por 4-0, o Celta de Vigo. A segunda mão, será apenas uma mera formalidade, como indicam os resultados dos primeiros embates.
Na Liga NOS, destaque para o Benfica que teve uma jornada muito favorável, beneficiando da surpreendente derrota do FC Porto em casa, frente ao Arouca e do empate, também caseiro, do Sporting frente ao Rio Ave.
Os encarnados foram ao Restelo vencer com uma “mão cheia” de golos. Embora o resultado possa deixar transparecer facilidade, não foi bem isso que aconteceu, pelo menos durante a primeira parte, já que o primeiro golo apareceu bem perto do intervalo e Júlio César foi obrigado a fazer a defesa da jornada, a um potente livre de Carlos Martins.
Os “dragões” pode-se dizer que entraram praticamente a perder, já que sofreram o golo mais rápido da Liga… aos 9 segundos! Logo na bola de saída, o Arouca meteu a bola na direita e num cruzamento para o coração da área, apareceu o avançado Walter González a bater o seu ídolo, Iker Casillas. O FC Porto respondeu e chegou ao empate aos 14’ por Aboubakar. No entanto, não foi capaz de superiorizar-se aos pupilos de Lito Vidigal, que num tremendo erro de Maicon, deu de “bandeja” o 2-1 final ao jogador arouquense que acabou por bisar. Os “azuis-e-brancos” levam outro problema por resolver, já que Maicon saiu de campo, alegando uma lesão, deixando a equipa reduzida a dez jogadores. Uma atitude lamentável num profissional de futebol…
Os “leões” deixaram-se alcançar no topo da tabela, após o empate caseiro frente ao Rio Ave, num jogo bem disputado durante a primeira metade, com ocasiões de golo para ambos os lados. Na segunda parte, talvez fruto do desgaste físico da meia-final da Taça de Portugal, os vila-condenses “encolheram-se” e foram tentando o contra-ataque, com o Sporting a pressionar, mas com pouca eficácia.
Nos restantes jogos, o Marítimo conseguiu o seu primeiro ponto na era Nelo Vingada, empatando com o Vitória de Setúbal a uma bola. Um jogo que ficou marcado pela grande penalidade a favorecer os “verde-rubros”, muito polémica e que ditou o resultado final.
O Nacional da Madeira arrancou um empate em Coimbra a dois golos, com a particularidade de os quatro golos da partida terem sido apontados pela equipa da casa… dois na própria baliza, obviamente.
A outra equipa madeirense, o União da Madeira, não conseguiu dar seguimento aos bons resultados, perdendo em casa por 1-0, frente ao Moreirense. Um resultado que é um bom “balão de oxigénio” para os homens de Moreira de Cónegos, que veem a “linha-de-água” um pouco mais longe.
No fim da 21ª jornada, curiosa a posição dos três clubes madeirenses na tabela classificativa, já que o União da Madeira tem 23 pontos e está no 13º lugar, logo a seguir o Marítimo com 22 pontos e o Nacional da Madeira com 21 pontos. Campeonato muito abaixo dos objetivos propostos para nacionalistas e maritimistas.
Já o União da Madeira está a fazer uma época dentro das expetativas.
Nos restantes encontros, o Tondela empatou a uma bola com o Vitória de Guimarães, com o golo dos homens do distrito de Viseu a ser obtido, com um “frango” monumental do guardião vimaranense. Na Capital do Móvel, os “axadrezados” bateram a equipa local por 1-0, mantendo-se assim imbatível nesta 2ª volta, com o pecúlio de 3 vitórias e um empate nos últimos quatro encontros.
No jogo que encerrou a jornada, o Braga levou de vencido o Estoril, com os golos a serem obtidos no espaço de 3 minutos, aproximando-se do terceiro lugar ocupado pelo FC Porto.
No país vizinho, os três ditos grandes venceram, mantendo-se tudo igual na frente. O Real Madrid continua a quatro pontos de distanciado seu eterno rival Barcelona, com o Atlético de Madrid intrometido entre os dois.
No campeonato gaulês, Leonardo Jardim e o “seu” Mónaco continuam confortavelmente instalados na vice-liderança, sem a mínima hipótese de chegar ao título, já praticamente entregue ao líder PSG. Na Grécia, Marco Silva continua a brilhar, ao vencer o PAOK por 1-0 e continua no primeiro posto da classificação com 19 pontos de vantagem sobre o segundo, o AEK.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 4
AS: Este artigo foi escrito terça-feira dia 26 de Janeiro, mas antes dos jogos da Taça da Liga
O primeiro mês do ano continua animado, no que diz respeito ao futebol do nosso país, à beira-mar plantado. Desta feita, jogou-se a 2ª jornada da Fase de Grupos da Taça da Liga (para alguns é mesmo a taça que ninguém liga).
E como já começa a ser hábito, voltou a haver surpresa nos resultados.
Começando pelo Grupo A, o FC Porto foi a Famalicão e rodou a equipa, como seria previsível nestas situações. E como já se adivinhava, o Famalicão fez do encontro, o “jogo de uma vida”, acabando por vencer com um golo, em que Helton foi mal batido, algo que acontece pela segunda vez consecutiva aos comandados de Rui Barros (entretanto já substituído por José Peseiro), embora com guarda-redes distintos. Assim, o clube da Cidade Invicta foi eliminado da competição ao fim de duas jornadas, apenas cumprindo calendário frente ao Feirense, na terceira e última jornada da Fase de Grupos. Já o Famalicão e o Marítimo irão decidir quem passa às meias-finais da prova, sendo que os homens da II Liga terão que vencer na Madeira por três golos de diferença, tarefa que se adivinha complicada.
No Grupo B, tudo se decidirá entre Moreirense e Benfica, em Moreira de Cónegos. À entrada para a última jornada, os “encarnados” têm 6 pontos, fruto de duas vitórias, a última das quais, em Marvila frente ao Oriental. Num jogo em que o Benfica seguiu a mesma linha de raciocínio do FC Porto e rodou 9 jogadores em relação ao jogo anterior. Acabou por vencer com alguma dificuldade, num jogo sofrido, onde Ederson, o guarda-redes “encarnado”, acabou por ser um dos melhores em campo. Quando assim é, está tudo dito.
No outro encontro do grupo, o Moreirense não foi além de um nulo frente ao Nacional da Madeira, complicando a vida a si próprio, já que agora terá que vencer no último jogo, para seguir em frente na Taça dos “Correios”.
No Grupo C, o Sporting de Jesus vai precisar quase de um milagre para chegar à próxima fase. Terá que ganhar ao Arouca e esperar que o Portimonense perca em Paços de Ferreira. Mas para além disso, a soma da diferença de golos, nos dois jogos, terá que ser no mínimo de cinco. A ver, vamos.
No último Grupo, Rio Ave e Braga vão decidir quem passará às meias-finais, mais um confronto decisivo entre estes dois clubes, já frequente nos últimos tempos. Os bracarenses levam vantagem pontual, bastando apenas um empate para seguirem em frente. No entanto, sendo o jogo em Vila do Conde, num estádio onde o vento costuma soprar com alguma intensidade, o resultado poderá ser favorável aos donos da casa, mais acostumados às vicissitudes do clima da zona.
Portanto, há muita coisa para decidir na última jornada dos grupos, já a ser disputada esta semana.
Voltando à Liga NOSsa, os três “grandes” cumpriram, com o Sporting a “despachar” o Paços de Ferreira sem grandes dificuldades por 3-1, os “encarnados”. a vencerem o Arouca pelo mesmo resultado e o FC Porto a baterem o Marítimo por 1-0, com um autogolo do guarda-redes “verde-rubro”.
Nos outros jogos da jornada, merece destaque a vitória do União da Madeira sobre o Nacional da Madeira, num derby insular, por 3-0. Este resultado aumentou a série negra dos comandados de Manuel Machado para 12 jogos sem vencer em todas as competições e lançou o União da Madeira para um tranquilo 11º lugar, sendo, neste momento, a melhor equipa madeirense na Liga.
O Vitória de Setúbal recebeu os ”estudantes” e venceu por 2-1, dando continuidade ao bom campeonato que tem vindo a fazer, mantendo-se no 8º lugar, longe de aflições, ao contrário do seu adversário neste encontro.
O Moreirense continua o seu trajeto de altos e baixos, voltando a perder em casa, perante um tranquilo Estoril-Praia. Já o Belenenses protagonizou um encontro emotivo com o Vitória de Guimarães, com várias mexidas no marcador e acabando num emotivo 3-3.
Em Braga, o Sporting local enfrentou o Rio Ave (mais uma vez) e bateu facilmente por 5-1, mantendo uma distância segura para o quinto classificado, o Paços de Ferreira. No jogo que fechou a jornada, o último recebeu o penúltimo e afundou-se cada vez mais na tabela, já que o Tondela foi batido pelo Boavista por 2-1.Um encontro que ficou marcado pela particularidade de ter sido interrompido, cerca de 5 minutos, pelo nevoeiro e ter acabado aos 101 minutos de jogo, devido em parte, a essa incidência.
Na Liga do país vizinho, há a destacar o tropeção de “Ronaldo & Companhia” que empatou, em Sevilha, frente ao Bétis a uma bola, aumentando a distância para o duo da frente, Barcelona e Atlético de Madrid para 4 pontos, embora os “bluegrana” tenham um jogo em atraso.
Em França, Leonardo Jardim continua a sua luta, com o Mónaco pelo segundo lugar, já que a liderança será praticamente impossível lá chegar, já que está a 21 pontos de distância.
Por último, destaque para Marco Silva, que ao comando do Olympiacos da Grécia, mantém uma liderança confortável, com uma vantagem de 16 pontos sobre o segundo classificado, o AEK de Atenas. De referir ainda que em 19 jogos, apenas empatou um (curiosamente na semana passada frente ao Platanias Chania a uma bola) e vencendo os outros 18… Impressionante!
O primeiro mês do ano continua animado, no que diz respeito ao futebol do nosso país, à beira-mar plantado. Desta feita, jogou-se a 2ª jornada da Fase de Grupos da Taça da Liga (para alguns é mesmo a taça que ninguém liga).
E como já começa a ser hábito, voltou a haver surpresa nos resultados.
Começando pelo Grupo A, o FC Porto foi a Famalicão e rodou a equipa, como seria previsível nestas situações. E como já se adivinhava, o Famalicão fez do encontro, o “jogo de uma vida”, acabando por vencer com um golo, em que Helton foi mal batido, algo que acontece pela segunda vez consecutiva aos comandados de Rui Barros (entretanto já substituído por José Peseiro), embora com guarda-redes distintos. Assim, o clube da Cidade Invicta foi eliminado da competição ao fim de duas jornadas, apenas cumprindo calendário frente ao Feirense, na terceira e última jornada da Fase de Grupos. Já o Famalicão e o Marítimo irão decidir quem passa às meias-finais da prova, sendo que os homens da II Liga terão que vencer na Madeira por três golos de diferença, tarefa que se adivinha complicada.
No Grupo B, tudo se decidirá entre Moreirense e Benfica, em Moreira de Cónegos. À entrada para a última jornada, os “encarnados” têm 6 pontos, fruto de duas vitórias, a última das quais, em Marvila frente ao Oriental. Num jogo em que o Benfica seguiu a mesma linha de raciocínio do FC Porto e rodou 9 jogadores em relação ao jogo anterior. Acabou por vencer com alguma dificuldade, num jogo sofrido, onde Ederson, o guarda-redes “encarnado”, acabou por ser um dos melhores em campo. Quando assim é, está tudo dito.
No outro encontro do grupo, o Moreirense não foi além de um nulo frente ao Nacional da Madeira, complicando a vida a si próprio, já que agora terá que vencer no último jogo, para seguir em frente na Taça dos “Correios”.
No Grupo C, o Sporting de Jesus vai precisar quase de um milagre para chegar à próxima fase. Terá que ganhar ao Arouca e esperar que o Portimonense perca em Paços de Ferreira. Mas para além disso, a soma da diferença de golos, nos dois jogos, terá que ser no mínimo de cinco. A ver, vamos.
No último Grupo, Rio Ave e Braga vão decidir quem passará às meias-finais, mais um confronto decisivo entre estes dois clubes, já frequente nos últimos tempos. Os bracarenses levam vantagem pontual, bastando apenas um empate para seguirem em frente. No entanto, sendo o jogo em Vila do Conde, num estádio onde o vento costuma soprar com alguma intensidade, o resultado poderá ser favorável aos donos da casa, mais acostumados às vicissitudes do clima da zona.
Portanto, há muita coisa para decidir na última jornada dos grupos, já a ser disputada esta semana.
Voltando à Liga NOSsa, os três “grandes” cumpriram, com o Sporting a “despachar” o Paços de Ferreira sem grandes dificuldades por 3-1, os “encarnados”. a vencerem o Arouca pelo mesmo resultado e o FC Porto a baterem o Marítimo por 1-0, com um autogolo do guarda-redes “verde-rubro”.
Nos outros jogos da jornada, merece destaque a vitória do União da Madeira sobre o Nacional da Madeira, num derby insular, por 3-0. Este resultado aumentou a série negra dos comandados de Manuel Machado para 12 jogos sem vencer em todas as competições e lançou o União da Madeira para um tranquilo 11º lugar, sendo, neste momento, a melhor equipa madeirense na Liga.
O Vitória de Setúbal recebeu os ”estudantes” e venceu por 2-1, dando continuidade ao bom campeonato que tem vindo a fazer, mantendo-se no 8º lugar, longe de aflições, ao contrário do seu adversário neste encontro.
O Moreirense continua o seu trajeto de altos e baixos, voltando a perder em casa, perante um tranquilo Estoril-Praia. Já o Belenenses protagonizou um encontro emotivo com o Vitória de Guimarães, com várias mexidas no marcador e acabando num emotivo 3-3.
Em Braga, o Sporting local enfrentou o Rio Ave (mais uma vez) e bateu facilmente por 5-1, mantendo uma distância segura para o quinto classificado, o Paços de Ferreira. No jogo que fechou a jornada, o último recebeu o penúltimo e afundou-se cada vez mais na tabela, já que o Tondela foi batido pelo Boavista por 2-1.Um encontro que ficou marcado pela particularidade de ter sido interrompido, cerca de 5 minutos, pelo nevoeiro e ter acabado aos 101 minutos de jogo, devido em parte, a essa incidência.
Na Liga do país vizinho, há a destacar o tropeção de “Ronaldo & Companhia” que empatou, em Sevilha, frente ao Bétis a uma bola, aumentando a distância para o duo da frente, Barcelona e Atlético de Madrid para 4 pontos, embora os “bluegrana” tenham um jogo em atraso.
Em França, Leonardo Jardim continua a sua luta, com o Mónaco pelo segundo lugar, já que a liderança será praticamente impossível lá chegar, já que está a 21 pontos de distância.
Por último, destaque para Marco Silva, que ao comando do Olympiacos da Grécia, mantém uma liderança confortável, com uma vantagem de 16 pontos sobre o segundo classificado, o AEK de Atenas. De referir ainda que em 19 jogos, apenas empatou um (curiosamente na semana passada frente ao Platanias Chania a uma bola) e vencendo os outros 18… Impressionante!
quinta-feira, 26 de março de 2015
Crónica especial - sobre o avião da German Wings e a estranha queda
De Singapura aos Alpes, só muda o cenário, a lista de ocupantes e o modelo do avião. Disse isto na terça-feira mas tive a esperança de que fôsse apenas mais uma das minhas avaliações precipitadas, se bem que neste caso parecia demasiado evidente... infelizmente todos os indícios no momento apontam para que uma greve tenha, em forma de protesto, acabado com a vida de 149 pessoas... e o suicida, caso se confirme. Espero que não mas foi logo a recordação que tive quando soube dos contornos do acidente. Lembrei-me de um voo em que, em forma de protesto porque no caso ia ser despedido, o piloto decidiu atirar ao chão um avião, creio, com 260 ocupantes. Há uns 20 anos, talvez... e ter medo de colocar esta possibilidade é simplesmente ignorar uma hipótese, que não só não deve ser ignorada, como parece confirmar-se. Ainda que seja triste... fôssem eles muito ou pouco importantes de um modo global...
No mais, há algo que me parece estranho: alemães com medo. É certo que nem todos os pilotos são alemães, é certo que nem todos os alemães são iguais, mas o que me estranha é o tão grande número e tão grande mediatismo que se dá a essa situação: os pilotos da Luftansa e da German Wings que não querem voar por medo. Não será só este mais um pretexto para cancelar voos? Desculpem o radicalismo, mas vindo de alemães não me surpreenderia, tal como muitos não duvidam que o 11 de Setembro foi perpetrado pelos próprios Estado Unidos da América e respetivo governo. Coisa que, aliás, não creio.
Aguardam-se desenvolvimentos.
Carlos Bonaparte
No mais, há algo que me parece estranho: alemães com medo. É certo que nem todos os pilotos são alemães, é certo que nem todos os alemães são iguais, mas o que me estranha é o tão grande número e tão grande mediatismo que se dá a essa situação: os pilotos da Luftansa e da German Wings que não querem voar por medo. Não será só este mais um pretexto para cancelar voos? Desculpem o radicalismo, mas vindo de alemães não me surpreenderia, tal como muitos não duvidam que o 11 de Setembro foi perpetrado pelos próprios Estado Unidos da América e respetivo governo. Coisa que, aliás, não creio.
Aguardam-se desenvolvimentos.
Carlos Bonaparte
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