Autor: Alfa Candé
A República da Guiné-Bissau é um país da África Ocidental que faz fronteira com o Senegal ao norte, Guiné-Conakry Conacri a sul e a leste e com o Oceano Atlântico a oeste.
O território guineense abrange 36,125 km2 de área, com uma população estimada em 1,6 milhões de pessoas, possui 8 regiões e 37 setores incluindo o setor autónomo (Bissau), tem cerca de 40 etnias e é uma Ex colónia portuguesa, independente desde 24 de setembro de 1973.
Depois de um quadro político negro a Guiné-Bissau atualmente é um país a crescer, com a capital Bissau a desenvolver-se geograficamente, as telecomunicações a estabilizarem-se e a construção de rodovias, por exemplo, a estrada que liga Bissau a Farim, que é considerada uma das melhores da sub-região.
O país é também conhecido pela sua diversidade cultural, fruto de ser um país multiétnico. Atualmente a Guiné-Bissau conta com cerca de 40 rádios, sendo umas comunitárias e outras privadas, uma estatal (a RDN - Rádio Difusão Nacional) e uma televisão estatal (TGB Televisão da Guiné-Bissau.
Quanto ao ensino, é verdade que ainda faltam muitas escolas sobretudo no interior, mas já se nota o esforço das autoridades nesse sentido, uma vez que atualmente cada capital duma região ou dum setor possui pelo menos uma escola.
No que diz respeito ao ensino superior,regista-se também crescimento nesse setor com a criação da ENA (Escola Nacional de Administração),ENS (Escola Nacional da Saúde) e tantas outras privadas.
Por outro lado, no campo desportivo, o país conseguiu o seu maior êxito com a seleção nacional de futebol a apurar-se para a fase final do CAN (Campeonato Africano das Nações) que se irá disputar em 2017 no Gabão. Os Djurtus, como é conhecida a seleção A, está inserida no grupo E com a Zâmbia, Congo e Quénia. Até ao momento, a seleção guineense contabiliza 10 pontos que a colocam no primeiro lugar do grupo, apesar de ainda faltar um jogo para o fecho da fase de apuramento.
Este espaço é denominado de 'Bissau Perspective' com o objetivo de dar a conhecer o lado positivo deste país, que muita das vezes vê-se como um país de polémicas. Aos leitores desta rubrica que vai passar a sair semanalmente aqui na Rádio Antena Web quero lhes dizer que podem esperar muita informação positiva do país.
Sou Alfa Candé e vivo em Bissau.
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sábado, 20 de agosto de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 16
Arrancaram as meias-finais das competições europeias. Na Liga dos Campeões, o Real Madrid, sem Ronaldo, foi a Manchester empatar com os “citizens”. Num jogo muito fechado e com poucas oportunidades de golo, a melhor oportunidade pertenceu a Pepe, que rematou na cara de Joe Hart, com este a fazer a mancha. Assim, os “merengues” conseguiram trazer um nulo da terra de Sua Majestade, que mesmo sendo um resultado positivo, não deixa de ser perigoso.
Em Madrid, no Vicente Caldéron, o Atlético venceu a equipa de Pep Guardiola, com um golo de Saúl Ñiguez aos 11’. Num jogo defensivo muito consistente e saindo só pela certa, os “colchoneros” emperraram completamente o carrossel alemão, que só conseguiu criar perigo em remates de fora da área, um dos quais a bater com estrondo no travessão da baliza defendida por Oblak, ex guardião do Benfica. Deste modo, as equipas vão para a 2ª mão com uma ligeira vantagem das equipas espanholas, porém nada está decidido.
Já na Liga Europa, os “reds” de Liverpool enfrentaram o “submarino amarelo” Villarreal. Num jogo relativamente repartido, com a posse de bola idêntica, os comandados de Jurgen Klopp até remataram mais que o adversário, no entanto uma desatenção defensiva no minuto 90’+2 deitou tudo a perder. Adrian Lopez, o mesmo que passou sem honra nem glória pelo FC Porto, aproveitou deficiente marcação adversária para colocar os espanhóis em vantagem. Assim, a eliminatória ficou mais complicada para o clube da cidade dos “Beatles”.
Em Lviv, o Shakhtar viu-se a perder bastante cedo com o actual detentor da Liga Europa. Aos 6’, Vitolo colocou os sevilhanos a vencer mas a reacção não se fez esperar e 17 minutos depois, os anfitriões chegaram ao empate por Marlos e pouco depois deram a cambalhota no marcador, chegando ao intervalo a vencer. Porém, os actuais detentores da competição chegaram ao empate a duas bolas, numa grande penalidade convertida por Gameiro, ficando tudo por se clarificar na Andaluzia.
No nosso escalão maior, num encontro que ficou marcado pela expulsão de Sérgio Conceição, o Benfica teve as honras de abrir a jornada, frente aos vimaranenses. Num jogo pouco conseguido pelos “encarnados”, valeu um livre bem marcado por Gaitan, a que Jardel respondeu afirmativamente de cabeça para o fundo das redes defendidas por Miguel Silva, segurando a liderança que continua sendo ameaçada pelos rivais do outro lado da Segunda Circular.
Sporting esse, que foi ganhar categoricamente ao Dragão a um Porto que é uma sombra daquilo que já foi. Os “leões” entraram a mandar no jogo e marcaram ainda antes da meia-hora pelo inevitável Slimani. Os”axuis-e-brancos” ainda responderam por Herrera, na conversão de uma grande penalidade, altamente duvidosa. Mas o avançado argelino voltou a facturar ainda antes do intervalo, de cabeça, após centro de Bryan Ruiz. No segundo tempo, o FC Porto pode queixar-se de uma grande penalidade não assinalada a seu favor, ainda com o resultado em 2-1. Mas Bruno César, o ”chuta-chuta”, acabou por fixar o resultado em 3-1, com (mais) uma grande colaboração de Casillas.
Assim, as coisas continuam iguais no topo da classificação, com a luta a continuar dentro e fora das quatro linhas.
Nos outros jogos, destaque para Boavista, que com o empate em Moreira de Cónegos, garantiu praticamente a manutenção. Já o União da Madeira, ao vencer a Académica por 3-1, não garantiu a manutenção, no entanto, deu um passo importante rumo a esse objectivo. Viu-se a ganhar por 2-0 e o fantasma pairou sobre a cabeça de muitos adeptos, por já ter estado naquela posição num passado bem recente. Mas os madeirenses souberam controlar a partida e vencer com a margem de dois golos.
Lá por fora, destaque para a equipa de “tostões” do Leicester que venceu a Premier League num verdadeiro conto de fadas. Contra os verdadeiros colossos financeiros de Manchester City e Chelsea, principalmente, Ranieri construiu um grupo humilde e fez saltar para a ribalta jogadores desconhecidos que, hoje em dia, valem milhões.
Finalmente, um apontamento para o Estrela Vermelha de Belgrado na Sérvia que se tornou campeão, com Hugo Vieira (ex-Gil Vicente e Benfica) em plano de evidência.
Em Madrid, no Vicente Caldéron, o Atlético venceu a equipa de Pep Guardiola, com um golo de Saúl Ñiguez aos 11’. Num jogo defensivo muito consistente e saindo só pela certa, os “colchoneros” emperraram completamente o carrossel alemão, que só conseguiu criar perigo em remates de fora da área, um dos quais a bater com estrondo no travessão da baliza defendida por Oblak, ex guardião do Benfica. Deste modo, as equipas vão para a 2ª mão com uma ligeira vantagem das equipas espanholas, porém nada está decidido.
Já na Liga Europa, os “reds” de Liverpool enfrentaram o “submarino amarelo” Villarreal. Num jogo relativamente repartido, com a posse de bola idêntica, os comandados de Jurgen Klopp até remataram mais que o adversário, no entanto uma desatenção defensiva no minuto 90’+2 deitou tudo a perder. Adrian Lopez, o mesmo que passou sem honra nem glória pelo FC Porto, aproveitou deficiente marcação adversária para colocar os espanhóis em vantagem. Assim, a eliminatória ficou mais complicada para o clube da cidade dos “Beatles”.
Em Lviv, o Shakhtar viu-se a perder bastante cedo com o actual detentor da Liga Europa. Aos 6’, Vitolo colocou os sevilhanos a vencer mas a reacção não se fez esperar e 17 minutos depois, os anfitriões chegaram ao empate por Marlos e pouco depois deram a cambalhota no marcador, chegando ao intervalo a vencer. Porém, os actuais detentores da competição chegaram ao empate a duas bolas, numa grande penalidade convertida por Gameiro, ficando tudo por se clarificar na Andaluzia.
No nosso escalão maior, num encontro que ficou marcado pela expulsão de Sérgio Conceição, o Benfica teve as honras de abrir a jornada, frente aos vimaranenses. Num jogo pouco conseguido pelos “encarnados”, valeu um livre bem marcado por Gaitan, a que Jardel respondeu afirmativamente de cabeça para o fundo das redes defendidas por Miguel Silva, segurando a liderança que continua sendo ameaçada pelos rivais do outro lado da Segunda Circular.
Sporting esse, que foi ganhar categoricamente ao Dragão a um Porto que é uma sombra daquilo que já foi. Os “leões” entraram a mandar no jogo e marcaram ainda antes da meia-hora pelo inevitável Slimani. Os”axuis-e-brancos” ainda responderam por Herrera, na conversão de uma grande penalidade, altamente duvidosa. Mas o avançado argelino voltou a facturar ainda antes do intervalo, de cabeça, após centro de Bryan Ruiz. No segundo tempo, o FC Porto pode queixar-se de uma grande penalidade não assinalada a seu favor, ainda com o resultado em 2-1. Mas Bruno César, o ”chuta-chuta”, acabou por fixar o resultado em 3-1, com (mais) uma grande colaboração de Casillas.
Assim, as coisas continuam iguais no topo da classificação, com a luta a continuar dentro e fora das quatro linhas.
Nos outros jogos, destaque para Boavista, que com o empate em Moreira de Cónegos, garantiu praticamente a manutenção. Já o União da Madeira, ao vencer a Académica por 3-1, não garantiu a manutenção, no entanto, deu um passo importante rumo a esse objectivo. Viu-se a ganhar por 2-0 e o fantasma pairou sobre a cabeça de muitos adeptos, por já ter estado naquela posição num passado bem recente. Mas os madeirenses souberam controlar a partida e vencer com a margem de dois golos.
Lá por fora, destaque para a equipa de “tostões” do Leicester que venceu a Premier League num verdadeiro conto de fadas. Contra os verdadeiros colossos financeiros de Manchester City e Chelsea, principalmente, Ranieri construiu um grupo humilde e fez saltar para a ribalta jogadores desconhecidos que, hoje em dia, valem milhões.
Finalmente, um apontamento para o Estrela Vermelha de Belgrado na Sérvia que se tornou campeão, com Hugo Vieira (ex-Gil Vicente e Benfica) em plano de evidência.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 15
A jornada 31 da Liga definiu os clubes que terão acesso à Champions League da próxima época. Benfica e Sporting terão acesso directo à Liga milionária do próximo ano e o Porto terá que jogar o playoff para chegar aos tão desejados euros que em muito equilibram os orçamentos dos clubes que nela participam.
E nesse particular, o FC Porto passou pelo mesmo calafrio que os “encarnados”, ou seja, viu-se a perder antes da meia hora de jogo no Calhabé. É como era conhecido antigamente o reduto dos “estudantes”. Um livre directo superiormente marcado por Pedro Nuno, colocou a Briosa em vantagem, mas Ruben Neves empatou a contenda na “mesma moeda”, com um golo de antologia, ainda antes do intervalo. Já depois do intervalo, os “dragões” vieram para cima e conseguiram o golo da vitória, num lance onde o guardião conimbricense pareceu mal batido. Assim, José Peseiro conseguiu o objectivo mínimo de assegurar o direito de disputar o acesso à Liga milionária da UEFA.
Os “encarnados” enfrentaram a maior dificuldade, teoricamente, que os separa do tricampeonato. Foram ao Estádio dos Arcos enfrentar um Rio Ave que deu poucas possibilidades ao Benfica de ser feliz. Com uma equipa a cortar todas as possíveis triangulações entre Pizzi, Gaitan e Jonas, o bicampeão teve sempre muitas dificuldades em encontrar o caminho da baliza durante a primeira parte. No segundo tempo, com as alterações tácticas introduzidas, os homens da Luz melhoraram um pouco, falhando três oportunidades consecutivas. Mas como já vem sendo hábito, Jiménez saltou do banco para resolver, fazendo lembrar a época de 2004/2005, em que Mantorras resolveu mutos problemas. Curiosamente usam o mesmo número, o 9.
Numa jogada em que André Almeida cruzou, André Villas-Boas desviou para a barra e o mexicano estava no lugar certo para cabecear para o fundo da baliza. Estava feito o resultado num jogo em que, em abono da verdade, os anfitriões nunca fizeram perigar a baliza de Ederson.
Os discípulos de Jesus venceram facilmente com dois golos antes dos primeiros vinte minutos, ao “aflito” União da Madeira. Os madeirenses apenas causaram algum perigo em jogadas individuais. Já Norton de Matos poupou alguns jogadores que estavam no limite da suspensão por amarelos, assumindo claramente que o jogo com a Académica na próxima jornada é que conta.
Assim, “leões” e “águias” continuam a luta pelo primeiro lugar separados por apenas dois pontos e que se arrasta há longas seis jornadas.
Nos outros jogos, Marítimo perdeu com o “europeu” Arouca por 2-1. Os forasteiros resolveram o jogo logo na primeira dúzia de minutos, com dois golos de bola parada, um na sequência de um canto e outro numa grande penalidade. A partir daí, os “verde-rubros” tentaram de todas as maneiras chegar ao golo, inclusive com duas substituições ainda na primeira meia hora. Mas depois de tanto porfiar, conseguiram o golo de honra, mas era tarde demais para chegar ao empate. Mesmo com a derrota, os madeirenses asseguraram a manutenção matematicamente.
Uns quilómetros mais acima, o Nacional da Madeira recebeu o Moreirense, a sua “besta negra” (que venceram nas últimas três deslocações à Choupana) e mais uma vez, voltou a perder, com o tento a ser apontado aos dois minutos de jogo. Os “alvinegros” nunca foram capazes de chegar ao empate e continuam apenas a cumprir calendário, já sem metas europeias. Já os “cónegos” garantiram a manutenção, objectivo claramente assumido desde o início da época.
Num jogo de equipas “aflitas”, o Tondela foi vencer ao Bonfim e aumentou a série de jogos sem vencer dos “sadinos”. Os homens de Viseu conseguiram arrancar uma vitória ao minuto 85, com um golo de Pica que lhes abre perspectivas de manutenção no escalão maior.
Os “castores” venceram por 1-0, um Braga que continua confortavelmente instalado na 4ª posição, mas que ainda não está matematicamente assegurado. Um golo da nova “coqueluche” do futebol português, Diogo Jota, bastou para vencer os “arsenalistas”, que está a gerir a posição na tabela classificativa e já pensa na final da Taça de Portugal, frente ao FC Porto.
Já os “axadrezados” venceram o Belenenses (1-0) e deram um passo importante para fugir à despromoção. Um golo a fechar a primeira parte, apontado por Zé Manuel, foi suficiente para garantir três preciosos pontos.
Finalmente, Guimarães e Estoril empataram a uma bola com os vimaranenses a se adiantarem no placard, mas não conseguiram segurar a vantagem, com os “homens da linha” a empatarem a meio do segundo tempo. Era mais um jogo que pouco adiantava em termos classificativos.
Lá por fora, a Juventus tornou-se pentacampeã no “sofá”. O Nápoles entregou de bandeja o título depois da derrota com a Roma do “eterno” Totti. Depois do Olympiakos e PSG tornarem-se campeões (dos campeonatos com maior visibilidade em Portugal) dos respectivos países, foi a vez da “vecchia signora” assegurar o “scudetto” pela quinta vez consecutiva.
E nesse particular, o FC Porto passou pelo mesmo calafrio que os “encarnados”, ou seja, viu-se a perder antes da meia hora de jogo no Calhabé. É como era conhecido antigamente o reduto dos “estudantes”. Um livre directo superiormente marcado por Pedro Nuno, colocou a Briosa em vantagem, mas Ruben Neves empatou a contenda na “mesma moeda”, com um golo de antologia, ainda antes do intervalo. Já depois do intervalo, os “dragões” vieram para cima e conseguiram o golo da vitória, num lance onde o guardião conimbricense pareceu mal batido. Assim, José Peseiro conseguiu o objectivo mínimo de assegurar o direito de disputar o acesso à Liga milionária da UEFA.
Os “encarnados” enfrentaram a maior dificuldade, teoricamente, que os separa do tricampeonato. Foram ao Estádio dos Arcos enfrentar um Rio Ave que deu poucas possibilidades ao Benfica de ser feliz. Com uma equipa a cortar todas as possíveis triangulações entre Pizzi, Gaitan e Jonas, o bicampeão teve sempre muitas dificuldades em encontrar o caminho da baliza durante a primeira parte. No segundo tempo, com as alterações tácticas introduzidas, os homens da Luz melhoraram um pouco, falhando três oportunidades consecutivas. Mas como já vem sendo hábito, Jiménez saltou do banco para resolver, fazendo lembrar a época de 2004/2005, em que Mantorras resolveu mutos problemas. Curiosamente usam o mesmo número, o 9.
Numa jogada em que André Almeida cruzou, André Villas-Boas desviou para a barra e o mexicano estava no lugar certo para cabecear para o fundo da baliza. Estava feito o resultado num jogo em que, em abono da verdade, os anfitriões nunca fizeram perigar a baliza de Ederson.
Os discípulos de Jesus venceram facilmente com dois golos antes dos primeiros vinte minutos, ao “aflito” União da Madeira. Os madeirenses apenas causaram algum perigo em jogadas individuais. Já Norton de Matos poupou alguns jogadores que estavam no limite da suspensão por amarelos, assumindo claramente que o jogo com a Académica na próxima jornada é que conta.
Assim, “leões” e “águias” continuam a luta pelo primeiro lugar separados por apenas dois pontos e que se arrasta há longas seis jornadas.
Nos outros jogos, Marítimo perdeu com o “europeu” Arouca por 2-1. Os forasteiros resolveram o jogo logo na primeira dúzia de minutos, com dois golos de bola parada, um na sequência de um canto e outro numa grande penalidade. A partir daí, os “verde-rubros” tentaram de todas as maneiras chegar ao golo, inclusive com duas substituições ainda na primeira meia hora. Mas depois de tanto porfiar, conseguiram o golo de honra, mas era tarde demais para chegar ao empate. Mesmo com a derrota, os madeirenses asseguraram a manutenção matematicamente.
Uns quilómetros mais acima, o Nacional da Madeira recebeu o Moreirense, a sua “besta negra” (que venceram nas últimas três deslocações à Choupana) e mais uma vez, voltou a perder, com o tento a ser apontado aos dois minutos de jogo. Os “alvinegros” nunca foram capazes de chegar ao empate e continuam apenas a cumprir calendário, já sem metas europeias. Já os “cónegos” garantiram a manutenção, objectivo claramente assumido desde o início da época.
Num jogo de equipas “aflitas”, o Tondela foi vencer ao Bonfim e aumentou a série de jogos sem vencer dos “sadinos”. Os homens de Viseu conseguiram arrancar uma vitória ao minuto 85, com um golo de Pica que lhes abre perspectivas de manutenção no escalão maior.
Os “castores” venceram por 1-0, um Braga que continua confortavelmente instalado na 4ª posição, mas que ainda não está matematicamente assegurado. Um golo da nova “coqueluche” do futebol português, Diogo Jota, bastou para vencer os “arsenalistas”, que está a gerir a posição na tabela classificativa e já pensa na final da Taça de Portugal, frente ao FC Porto.
Já os “axadrezados” venceram o Belenenses (1-0) e deram um passo importante para fugir à despromoção. Um golo a fechar a primeira parte, apontado por Zé Manuel, foi suficiente para garantir três preciosos pontos.
Finalmente, Guimarães e Estoril empataram a uma bola com os vimaranenses a se adiantarem no placard, mas não conseguiram segurar a vantagem, com os “homens da linha” a empatarem a meio do segundo tempo. Era mais um jogo que pouco adiantava em termos classificativos.
Lá por fora, a Juventus tornou-se pentacampeã no “sofá”. O Nápoles entregou de bandeja o título depois da derrota com a Roma do “eterno” Totti. Depois do Olympiakos e PSG tornarem-se campeões (dos campeonatos com maior visibilidade em Portugal) dos respectivos países, foi a vez da “vecchia signora” assegurar o “scudetto” pela quinta vez consecutiva.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Crónica desportiva por José Agrela, número 14
A última semana trouxe-nos os Quartos-de-Final da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Infelizmente, para nós, portugueses, as equipas lusas foram eliminadas.
O Benfica, que vinha com uma desvantagem de um golo da primeira volta, fez uma boa exibição frente ao Bayern de Munique. Ainda se adiantou no marcador por Raul Jimenez, mas a frieza alemã veio ao de cima e Arturo Vidal (novamente ele) empatou a partida e sentenciou praticamente a eliminatória. No segundo tempo, o Bayern ainda marcou um segundo golo por Thomas Muller, mas Talisca num livre superiormente apontado, estabeleceu o resultado final em 2-2. É de referir que novamente ficou provado o quão pequeno Portugal é na Europa do futebol. Num lance claro de expulsão de um jogador bávaro, o árbitro optou por mostrar apenas o cartão amarelo. Isto nunca mudará…
Nos outros jogos desta competição, Ronaldo voltou aos seus bons momentos e “carregou” o Real Madrid até às Meias-finais, com um “hat trick”. Com o terceiro golo, Ronaldo demonstrou toda as sua raça e vontade, contando também com a colaboração da barreira do Wolfsburgo que ”abriu” uma avenida para a bola passar.
Já o Barcelona continuou a travessia no deserto e viu-se afastado da fase seguinte por um Atlético Madrid feito à imagem do seu mister, Diego Simeone.
Sempre muito aguerridos, os “colchoneros” , mesmo com menos um jogador a partir dos 35’ não deram hipótese a um Barça que vive um dos piores momentos dos últimos anos. Antoine Griezmann acabou por ser a figura do jogo ao apontar os dois golos.
Em Manchester, os “citizens” que já traziam uma vantagem por empatar em Paris a duas bolas, venceram por 1-o e dando-se ao luxo de falhar uma grande penalidade.
Os parisienses até tiveram mais bola, mas os locais foram sempre mais acutilantes.
Assim, teremos Manchester City-Real Madrid e Atlético Madrid-Bayern Munique com a primeira mão a ser disputada a 26 e 27 de Abril.
Na Liga Europa, o Braga não foi capaz de travar o poderio do Shaktar Donetsk e foi “cilindrado” em Lviv (devido à guerra que grassa em Donetsk). Estatisticamente, o jogo até foi equilibrado, mas os ucranianos foram letais na hora de rematar, marcando quatro golos… em três remates que fizeram enquadrados com os postes. A explicação é simples: Ricardo Ferreira, central bracarense que esteve em dia não, fez dois autogolos.
Nos outros encontros desta fase, Liverpool e Borussia Dortmund protagonizaram, provavelmente, o jogo do ano. Aos dez minutos, os alemães já venciam por 2-0., dando toda a ideia que facilmente resolveriam a questão. Puro engano! Logo no reinício após o intervalo, os homens da cidade dos Beatles reduziram para a margem mínima. Mas as coisas não ficaram por aqui. Marco Reus voltou a aumentar a vantagem para dois golos. A partir daqui, só deu Liverpool com o último golo a ser apontado aos 90’ +1 que deu a passagem às Meias-finais.
O atual detentor do troféu, Sevilha, tremeu mas não caiu. Depois de ter vencido em Bilbau, tudo levaria a pensar que seria fácil. Mas no entanto, os homens do País Basco surpreenderam e venceram por 2-1 também, arrastando a eliminatória para um prolongamento que acabou por não resolver nada. E nas grandes penalidades, o Sevilha, mais experiente nestas andanças, não tremeu e venceu uma eliminatória muito discutida.
No outro encontro, o Villarreal venceu em Praga, ao Sparta por 4-2, concluindo com um somatório de 6-3 no conjunto das duas mãos.
Assim, nas Meias-finais teremos Villarreal-Liverpool e Shakhtar-Sevilha, com a primeira mão marcada para 28 de Abril.
A nível doméstico, o Benfica venceu mas não se livrou de um grande susto. Venceu o Vitória de Setúbal por 2-1. No entanto, aos 13 segundos os “encarnados” já perdiam por 1-0, num lance em que os dois laterais não ficaram isentos de culpas. Depois com uma meia hora de sonho, os bicampeões nacionais deram a volta ao encontro, com golos do “inevitável” Jonas e Jardel. A partir daqui, estranhamente, os homens da Luz caíram de produção e o jogo caiu numa toada de “deixa andar”. E foi nessa espécie de sonolência colectiva que os sadinos estiveram à beira de empatar, com Ederson a mostrar créditos.
O outro candidato ao título, Sporting venceu pela margem mínima, num jogo polémico. O golo dos leões deixa no ar a sensação de fora de jogo. No entanto, num lance posterior, Teo Gutiérrez viu um golo anulado que parecia em posição legal. Em suma, o árbitro assistente cometeu dois erros para fazer justiça.
No Dragão, assistiu-se ao regresso do “velho” FC Porto. Com uma grande entrada em jogo, os “azuis-e-brancos” depressa arrumaram o jogo, gerindo-o a seu belo prazer. Com a entrada de Ruben Neves e André Silva no onze, ficou demonstrado que Pinto da Costa também tem bons valores jovens.
Nos restantes jogos, destaque para o União da Madeira que voltou a marcar passo, depois de estar a vencer por 2-0 em casa. O intervalo trouxe uma equipa amorfa e adormecida que acabou por ver fugir 3 pontos, com a derrota por 4-3.
O Marítimo continuou o seu caminho de altos e baixos, desta vez sendo um ponto alto, ao vencer um Guimarães desnorteado e que se viu a jogar com menos um elemento, a partir do 12º minuto, por 3-0. No Restelo, a Académica conseguiu um precioso ponto que pode ser decisivo nas contas finais, na luta pela permanência. Já o Tondela, interrompeu a sua boa série de três jogos sem perder e viu-se derrotado em Braga por 3-0, apagando, muito possivelmente, a última esperança de manutenção. O Arouca empatou com o Rio Ave a zero, num jogo que manteve tudo como antes do início do jogo, ou seja, continuam em 5º e 6º na classificação, com o mesmo número de pontos. Na Amoreira, o tranquilo Estoril venceu um Boavista aflito, com um autogolo do defesa Vinicius a dois minutos dos 90.
Destaque internacional para o Barcelona e pelas piores razões. Nos últimos três jogos de La Liga perdeu… três! Isto deixa o campeonato vizinho ao rubro com os “bluegrana” empatados com o Atlético de Madrid no topo e Ronaldo & Companhia à espreita, a apenas um ponto. Promete!
O Benfica, que vinha com uma desvantagem de um golo da primeira volta, fez uma boa exibição frente ao Bayern de Munique. Ainda se adiantou no marcador por Raul Jimenez, mas a frieza alemã veio ao de cima e Arturo Vidal (novamente ele) empatou a partida e sentenciou praticamente a eliminatória. No segundo tempo, o Bayern ainda marcou um segundo golo por Thomas Muller, mas Talisca num livre superiormente apontado, estabeleceu o resultado final em 2-2. É de referir que novamente ficou provado o quão pequeno Portugal é na Europa do futebol. Num lance claro de expulsão de um jogador bávaro, o árbitro optou por mostrar apenas o cartão amarelo. Isto nunca mudará…
Nos outros jogos desta competição, Ronaldo voltou aos seus bons momentos e “carregou” o Real Madrid até às Meias-finais, com um “hat trick”. Com o terceiro golo, Ronaldo demonstrou toda as sua raça e vontade, contando também com a colaboração da barreira do Wolfsburgo que ”abriu” uma avenida para a bola passar.
Já o Barcelona continuou a travessia no deserto e viu-se afastado da fase seguinte por um Atlético Madrid feito à imagem do seu mister, Diego Simeone.
Sempre muito aguerridos, os “colchoneros” , mesmo com menos um jogador a partir dos 35’ não deram hipótese a um Barça que vive um dos piores momentos dos últimos anos. Antoine Griezmann acabou por ser a figura do jogo ao apontar os dois golos.
Em Manchester, os “citizens” que já traziam uma vantagem por empatar em Paris a duas bolas, venceram por 1-o e dando-se ao luxo de falhar uma grande penalidade.
Os parisienses até tiveram mais bola, mas os locais foram sempre mais acutilantes.
Assim, teremos Manchester City-Real Madrid e Atlético Madrid-Bayern Munique com a primeira mão a ser disputada a 26 e 27 de Abril.
Na Liga Europa, o Braga não foi capaz de travar o poderio do Shaktar Donetsk e foi “cilindrado” em Lviv (devido à guerra que grassa em Donetsk). Estatisticamente, o jogo até foi equilibrado, mas os ucranianos foram letais na hora de rematar, marcando quatro golos… em três remates que fizeram enquadrados com os postes. A explicação é simples: Ricardo Ferreira, central bracarense que esteve em dia não, fez dois autogolos.
Nos outros encontros desta fase, Liverpool e Borussia Dortmund protagonizaram, provavelmente, o jogo do ano. Aos dez minutos, os alemães já venciam por 2-0., dando toda a ideia que facilmente resolveriam a questão. Puro engano! Logo no reinício após o intervalo, os homens da cidade dos Beatles reduziram para a margem mínima. Mas as coisas não ficaram por aqui. Marco Reus voltou a aumentar a vantagem para dois golos. A partir daqui, só deu Liverpool com o último golo a ser apontado aos 90’ +1 que deu a passagem às Meias-finais.
O atual detentor do troféu, Sevilha, tremeu mas não caiu. Depois de ter vencido em Bilbau, tudo levaria a pensar que seria fácil. Mas no entanto, os homens do País Basco surpreenderam e venceram por 2-1 também, arrastando a eliminatória para um prolongamento que acabou por não resolver nada. E nas grandes penalidades, o Sevilha, mais experiente nestas andanças, não tremeu e venceu uma eliminatória muito discutida.
No outro encontro, o Villarreal venceu em Praga, ao Sparta por 4-2, concluindo com um somatório de 6-3 no conjunto das duas mãos.
Assim, nas Meias-finais teremos Villarreal-Liverpool e Shakhtar-Sevilha, com a primeira mão marcada para 28 de Abril.
A nível doméstico, o Benfica venceu mas não se livrou de um grande susto. Venceu o Vitória de Setúbal por 2-1. No entanto, aos 13 segundos os “encarnados” já perdiam por 1-0, num lance em que os dois laterais não ficaram isentos de culpas. Depois com uma meia hora de sonho, os bicampeões nacionais deram a volta ao encontro, com golos do “inevitável” Jonas e Jardel. A partir daqui, estranhamente, os homens da Luz caíram de produção e o jogo caiu numa toada de “deixa andar”. E foi nessa espécie de sonolência colectiva que os sadinos estiveram à beira de empatar, com Ederson a mostrar créditos.
O outro candidato ao título, Sporting venceu pela margem mínima, num jogo polémico. O golo dos leões deixa no ar a sensação de fora de jogo. No entanto, num lance posterior, Teo Gutiérrez viu um golo anulado que parecia em posição legal. Em suma, o árbitro assistente cometeu dois erros para fazer justiça.
No Dragão, assistiu-se ao regresso do “velho” FC Porto. Com uma grande entrada em jogo, os “azuis-e-brancos” depressa arrumaram o jogo, gerindo-o a seu belo prazer. Com a entrada de Ruben Neves e André Silva no onze, ficou demonstrado que Pinto da Costa também tem bons valores jovens.
Nos restantes jogos, destaque para o União da Madeira que voltou a marcar passo, depois de estar a vencer por 2-0 em casa. O intervalo trouxe uma equipa amorfa e adormecida que acabou por ver fugir 3 pontos, com a derrota por 4-3.
O Marítimo continuou o seu caminho de altos e baixos, desta vez sendo um ponto alto, ao vencer um Guimarães desnorteado e que se viu a jogar com menos um elemento, a partir do 12º minuto, por 3-0. No Restelo, a Académica conseguiu um precioso ponto que pode ser decisivo nas contas finais, na luta pela permanência. Já o Tondela, interrompeu a sua boa série de três jogos sem perder e viu-se derrotado em Braga por 3-0, apagando, muito possivelmente, a última esperança de manutenção. O Arouca empatou com o Rio Ave a zero, num jogo que manteve tudo como antes do início do jogo, ou seja, continuam em 5º e 6º na classificação, com o mesmo número de pontos. Na Amoreira, o tranquilo Estoril venceu um Boavista aflito, com um autogolo do defesa Vinicius a dois minutos dos 90.
Destaque internacional para o Barcelona e pelas piores razões. Nos últimos três jogos de La Liga perdeu… três! Isto deixa o campeonato vizinho ao rubro com os “bluegrana” empatados com o Atlético de Madrid no topo e Ronaldo & Companhia à espreita, a apenas um ponto. Promete!
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Crónica desportiva por José Agrela, número 13
Depois de uma semana de interregno, para jogos particulares da selecção (e por motivos pessoais), voltou a Liga NOS. E regressou logo com um Benfica-Braga, que podia alterar o topo da tabela classificativa. E os visitantes fizeram por isso, já que logo no primeiro minuto, Wilson Eduardo cabeceou uma bola ao poste esquerdo da baliza à guarda de Ederson. Estava dado o mote para o que seria o primeiro quarto de hora de jogo, com os “arsenalistas” por cima na partida e um Benfica apático a não se entender com a forma de jogar adversária. E enquanto os “encarnados” andavam à deriva, o Braga aproveitou para voltar a colocar em perigo o último reduto “encarnado” com um chapéu que saiu a centímetros do poste direito. No entanto, a partir daí, o Benfica pegou no jogo e aproveitando uma saída de bola curta, Gaitán ganhou a bola e assistiu Mitroglu para o primeiro golo. E a partir daqui, os comandados de Paulo Fonseca “desapareceram” do jogo, com os líderes a dominarem o jogo por completo e a avolumarem o score até aos 3-0 ao intervalo, com Jonas a marcar de grande penalidade e Pizzi a rematar forte e rasteiro, após assistência de Jonas… com as costas! No segundo tempo, foi o controlar do jogo por parte dos anfitriões com Mitroglu a voltar a faturar e Samaris a fechar a contagem para o lado encarnado. Pedro Santos fechou o placard na conversão de uma grande penalidade (a primeira assinalada contra o Benfica num ano).
No Dragão, aconteceu “história”, com a quebra de um recorde negativo para os “azuis-e-brancos”. Até esta jornada, nunca tinham perdido em casa com o último classificado. Mas o Tondela quebrou este recorde que o Porto detinha, deixando o seu presidente “envergonhado”, como ele próprio disse numa entrevista.
E não é para menos, já que o FC Porto está longe da equipa que “aterrorizava” os adversários, especialmente no Dragão. E acabou por sucumbir aos 59’, com um remate em arco de Luís Alberto, reagindo com muito coração, mas pouca razão.
No Restelo, o Sporting “cilindrou” o Belenenses por 5-2. Azuis que têm um treinador, Júlio Velázquez, com uma visão muito romântica do futebol e não percebeu ainda o que é a Liga Portuguesa. Tenta jogar o jogo pelo jogo, olhos nos olhos, mas com os “grandes” acaba por ser suicídio e acabou goleado como das vezes anteriores.
Esta foi, resumidamente, a jornada anterior, em relação aos clubes que mais adeptos arrastam.
Já nesta jornada, deu-se a segunda derrota consecutiva do FC Porto (algo que já não acontecia desde a época 2008/2009 para a Liga), desta feita com o Paços de Ferreira por 1-0. Num jogo em que os “dragões” dominaram em todos os aspetos do jogo, não foram capazes de serem eficazes. Com o guarda-redes pacense, Defendi, a defender tudo o que havia para defender, os visitantes viram as esperanças de serem apurados diretamente para a Liga dos Campeões, goradas.
Assim, veem o líder e bicampeão nacional a doze pontos de diferença praticamente irrecuperáveis.
Líderes esses, que continuam a sua marcha triunfal rumo ao tricampeonato (assim espera a massa associativa). No entanto, já se percebeu que não será nada fácil lá chegar. Em Coimbra, viram-se a perder bastante cedo, aos 17’, com um golo de Pedro Nuno, que aproveitou um péssimo corte de Eliseu. A partir daí, só deu Benfica, desperdiçando oportunidades umas atrás das outras, umas vezes por oposição de Trigueira, outras por falta de pontaria encarnada. Até que Pizzi arrancou um grande cruzamento da direita que encontrou a cabeça de Mitroglu que não desperdiçou a oportunidade de empatar o encontro. O jogo não mudou de cariz e os “estudantes” continuaram a defender com as suas duas linhas de cinco homens à frente de Trigueira. E assim continuou até Raúl Jiménez saltar do banco, para cinco minutos depois, receber um cruzamento de André Almeida, novamente da direita, com uma grande receção e atirar forte sem hipótese para Trigueira. Acabou aí a resistência da Académica e, por consequência, o antijogo que foi uma constante.
Já o Sporting, o outro real candidato ao título neste momento, venceu confortavelmente por 3-1, o Marítimo. Os “verde-rubros” até entraram melhor no jogo chegando à área contrária por algumas vezes, mas os “leões” de Alvalade foram mais eficazes e marcaram ao acabar a primeira parte pelo “mal amado” Téo Gutiérrez, com alguma sorte à mistura. No segundo tempo, as coisas foram mais simples com William Carvalho e o “inevitável” Slimani a aumentarem o score, com Ghazaryan a reduzir, mas pouco havia a fazer. Assim, mantém-se tudo igual na luta pelo título… até ver!
Nos restantes jogos da jornada, o União da Madeira perdeu uma oportunidade de ouro frente ao Tondela para fugir à “linha de água”. Foi a casa do “lanterna vermelha” Tondela perder por 1-0 com um autogolo de Soares. Apesar de ter dominado a maior parte do jogo, nunca foi capaz de fazer aquilo que se pede… golos.
A outra equipa da Madeira, o Nacional arrancou uma goleada frente ao Estoril por 4-1, voltando à famosa “chapa 4” da Choupana, arredada a alguns tempos daquele reduto. A equipa anfitriã marcou relativamente perto do fim e do primeiro período e abriu o segundo da mesma maneira. A partir daí, foi o avolumar do resultado até ao placard final, sem nunca ter posto em perigo a vitória.
Em Braga, a equipa local não conseguiu bater o Moreirense, empatando a uma bola. Apesar do grande domínio bracarense a todos os níveis, viu-se a perder após o reatamento da segunda parte. A partir daí, Stefanovic defendeu tudo até ao limite, incluindo uma grande penalidade. Mas água mole em pedra dura, tanto dá, até que fura e aos 94’, o golo apareceu por Boly, num cabeceamento indefensável para o homem que tinha defendido tudo.
No Bessa, o Boavista deu mais um passo rumo à manutenção, empatando a zero, com o “europeu” Arouca. Falhou uma grande penalidade, mas mesmo assim conseguiu um ponto fundamental nos objetivos do clube.
O Setúbal continua a sua péssima segunda volta e voltou a perder, desta vez por 1-0 em casa. Num jogo relativamente equilibrado, os homens do Restelo foram mais felizes e marcaram por Ortuno à passagem do 78º minuto.
A jornada fechou em Vila do Conde, com o Rio Ave a bater o Vitória de Guimarães, que leva já nove jogos sem vencer. Dois golos na primeira parte bastaram para levar de vencida um Vitória sem chama, longe do que já se viu esta época.
A nível internacional, destaque para os Quartos-de-Final da Liga dos Campeões onde houve surpresas. O Benfica, talvez contra todas as expectativas, manteve a eliminatória em aberto com o Bayern. Perdeu por 1-0 e fez um jogo que surpreendeu, inclusivamente os bávaros. Já o colosso Real Madrid perdeu frente ao Wolfsburgo por 2-0 e terá uma tarefa gigantesca para passar a eliminatória. Em Barcelona, Messi e companhia venceram por 2-1 o sempre imprevisível Atlético de Madrid e terão tarefa complicada na 2ª mão. Finalmente o PSG que deixou fugir uma vantagem, depois de ter estado em vantagem por 2-1. Assim, adivinham-se grandes emoções nos quatro encontros da 2ª mão.
Na Liga Europa, o Braga comprometeu as suas aspirações ao perder por 2-1 na Pedreira. Num jogo em que até esteve por cima, o Shakhtar Donetsk foi cínico e venceu, jogando “à italiana”. Assim, as coisas estão muito difíceis para os “arsenalistas”. Nos outros encontros, Jurgen Klopp voltou a Dortmund e saiu de lá em vantagem com o seu Liverpool, ao empatar a uma bola. O Bilbau viaja até Sevilha com uma desvantagem mínima por 2-1 e o Sparta de Praga recebe o Villarreal para reverter o mesmo resultado. Tudo por decidir, portanto.
Finalmente, como nota final, destaque para o Barcelona que leva duas derrotas consecutivas em La Liga, passando de uma vantagem de 10 para 4 pontos em relação ao Real Madrid e três em relação ao Atlético de Madrid.
No Dragão, aconteceu “história”, com a quebra de um recorde negativo para os “azuis-e-brancos”. Até esta jornada, nunca tinham perdido em casa com o último classificado. Mas o Tondela quebrou este recorde que o Porto detinha, deixando o seu presidente “envergonhado”, como ele próprio disse numa entrevista.
E não é para menos, já que o FC Porto está longe da equipa que “aterrorizava” os adversários, especialmente no Dragão. E acabou por sucumbir aos 59’, com um remate em arco de Luís Alberto, reagindo com muito coração, mas pouca razão.
No Restelo, o Sporting “cilindrou” o Belenenses por 5-2. Azuis que têm um treinador, Júlio Velázquez, com uma visão muito romântica do futebol e não percebeu ainda o que é a Liga Portuguesa. Tenta jogar o jogo pelo jogo, olhos nos olhos, mas com os “grandes” acaba por ser suicídio e acabou goleado como das vezes anteriores.
Esta foi, resumidamente, a jornada anterior, em relação aos clubes que mais adeptos arrastam.
Já nesta jornada, deu-se a segunda derrota consecutiva do FC Porto (algo que já não acontecia desde a época 2008/2009 para a Liga), desta feita com o Paços de Ferreira por 1-0. Num jogo em que os “dragões” dominaram em todos os aspetos do jogo, não foram capazes de serem eficazes. Com o guarda-redes pacense, Defendi, a defender tudo o que havia para defender, os visitantes viram as esperanças de serem apurados diretamente para a Liga dos Campeões, goradas.
Assim, veem o líder e bicampeão nacional a doze pontos de diferença praticamente irrecuperáveis.
Líderes esses, que continuam a sua marcha triunfal rumo ao tricampeonato (assim espera a massa associativa). No entanto, já se percebeu que não será nada fácil lá chegar. Em Coimbra, viram-se a perder bastante cedo, aos 17’, com um golo de Pedro Nuno, que aproveitou um péssimo corte de Eliseu. A partir daí, só deu Benfica, desperdiçando oportunidades umas atrás das outras, umas vezes por oposição de Trigueira, outras por falta de pontaria encarnada. Até que Pizzi arrancou um grande cruzamento da direita que encontrou a cabeça de Mitroglu que não desperdiçou a oportunidade de empatar o encontro. O jogo não mudou de cariz e os “estudantes” continuaram a defender com as suas duas linhas de cinco homens à frente de Trigueira. E assim continuou até Raúl Jiménez saltar do banco, para cinco minutos depois, receber um cruzamento de André Almeida, novamente da direita, com uma grande receção e atirar forte sem hipótese para Trigueira. Acabou aí a resistência da Académica e, por consequência, o antijogo que foi uma constante.
Já o Sporting, o outro real candidato ao título neste momento, venceu confortavelmente por 3-1, o Marítimo. Os “verde-rubros” até entraram melhor no jogo chegando à área contrária por algumas vezes, mas os “leões” de Alvalade foram mais eficazes e marcaram ao acabar a primeira parte pelo “mal amado” Téo Gutiérrez, com alguma sorte à mistura. No segundo tempo, as coisas foram mais simples com William Carvalho e o “inevitável” Slimani a aumentarem o score, com Ghazaryan a reduzir, mas pouco havia a fazer. Assim, mantém-se tudo igual na luta pelo título… até ver!
Nos restantes jogos da jornada, o União da Madeira perdeu uma oportunidade de ouro frente ao Tondela para fugir à “linha de água”. Foi a casa do “lanterna vermelha” Tondela perder por 1-0 com um autogolo de Soares. Apesar de ter dominado a maior parte do jogo, nunca foi capaz de fazer aquilo que se pede… golos.
A outra equipa da Madeira, o Nacional arrancou uma goleada frente ao Estoril por 4-1, voltando à famosa “chapa 4” da Choupana, arredada a alguns tempos daquele reduto. A equipa anfitriã marcou relativamente perto do fim e do primeiro período e abriu o segundo da mesma maneira. A partir daí, foi o avolumar do resultado até ao placard final, sem nunca ter posto em perigo a vitória.
Em Braga, a equipa local não conseguiu bater o Moreirense, empatando a uma bola. Apesar do grande domínio bracarense a todos os níveis, viu-se a perder após o reatamento da segunda parte. A partir daí, Stefanovic defendeu tudo até ao limite, incluindo uma grande penalidade. Mas água mole em pedra dura, tanto dá, até que fura e aos 94’, o golo apareceu por Boly, num cabeceamento indefensável para o homem que tinha defendido tudo.
No Bessa, o Boavista deu mais um passo rumo à manutenção, empatando a zero, com o “europeu” Arouca. Falhou uma grande penalidade, mas mesmo assim conseguiu um ponto fundamental nos objetivos do clube.
O Setúbal continua a sua péssima segunda volta e voltou a perder, desta vez por 1-0 em casa. Num jogo relativamente equilibrado, os homens do Restelo foram mais felizes e marcaram por Ortuno à passagem do 78º minuto.
A jornada fechou em Vila do Conde, com o Rio Ave a bater o Vitória de Guimarães, que leva já nove jogos sem vencer. Dois golos na primeira parte bastaram para levar de vencida um Vitória sem chama, longe do que já se viu esta época.
A nível internacional, destaque para os Quartos-de-Final da Liga dos Campeões onde houve surpresas. O Benfica, talvez contra todas as expectativas, manteve a eliminatória em aberto com o Bayern. Perdeu por 1-0 e fez um jogo que surpreendeu, inclusivamente os bávaros. Já o colosso Real Madrid perdeu frente ao Wolfsburgo por 2-0 e terá uma tarefa gigantesca para passar a eliminatória. Em Barcelona, Messi e companhia venceram por 2-1 o sempre imprevisível Atlético de Madrid e terão tarefa complicada na 2ª mão. Finalmente o PSG que deixou fugir uma vantagem, depois de ter estado em vantagem por 2-1. Assim, adivinham-se grandes emoções nos quatro encontros da 2ª mão.
Na Liga Europa, o Braga comprometeu as suas aspirações ao perder por 2-1 na Pedreira. Num jogo em que até esteve por cima, o Shakhtar Donetsk foi cínico e venceu, jogando “à italiana”. Assim, as coisas estão muito difíceis para os “arsenalistas”. Nos outros encontros, Jurgen Klopp voltou a Dortmund e saiu de lá em vantagem com o seu Liverpool, ao empatar a uma bola. O Bilbau viaja até Sevilha com uma desvantagem mínima por 2-1 e o Sparta de Praga recebe o Villarreal para reverter o mesmo resultado. Tudo por decidir, portanto.
Finalmente, como nota final, destaque para o Barcelona que leva duas derrotas consecutivas em La Liga, passando de uma vantagem de 10 para 4 pontos em relação ao Real Madrid e três em relação ao Atlético de Madrid.
quarta-feira, 9 de março de 2016
Crónica desportiva por José Agrela, número 10
A jornada ficou marcada pelo derby entre Sporting e Benfica, que é sempre um jogo apetecível, por todas as razões históricas e outras bem recentes. Se os “encarnados” perdessem, o “tri” ficaria mais longe. Pelo contrário, se os comandados de Jesus vencessem, ficariam com a “passadeira” estendida para serem campeões. Como é normal, foi um jogo muito jogado fora das “quatro linhas”, muito pelo lado dos ”leões” e do seu dirigente máximo, Bruno de Carvalho.
Já dentro de campo, as “águias” entraram melhor, personalizados, dividindo o jogo, acabando por marcar na primeira oportunidade que tiveram para rematar à baliza, com Mitroglu a aproveitar um ressalto de bola, após remate de Pizzi, e atirando na cara de Rui Patrício para o fundo das redes. A partir desse momento, as tropas encarnadas recolheram ao seu meio-campo e defenderam como puderam e tentando sair em contra-ataque. A verdade é que o Sporting também não teve arte nem engenho para ultrapassar a boa organização encarnada. A exceção, mais flagrante, foi quando Bryan Ruiz rematou por cima com a baliza completamente aberta. No final, os atuais campeões nacionais foram premiados, adotando uma estratégia mais defensiva após se encontrarem em vantagem.
No outro jogo grande da jornada, terceiro e quarto classificados encontraram-se na Pedreira. Num jogo que ganhou maior emoção nos vinte minutos finais, o Braga marcou primeiro por intermédio de Hassan. O FC Porto não demorou a empatar com um cabeceamento de Maxi Pereira, numa recarga a um remate defendido por Marafona. Quando tudo se encaminhava para o empate, Rafa Silva (de quem muito se fala que possa vir a reforçar os dragões) voltou a marcar, dando vantagem aos “arsenalistas”. E quando os “dragões” estavam completamente balanceados no ataque, Alan aproveitou um erro clamoroso de Casillas (mais um) e estabeleceu o resultado final em 3-1. Resultado este que hipoteca em muito as aspirações portistas em chegar ao título.
Nos outros jogos da jornada, o Marítimo viu-se a perder na Capital do Móvel, num espaço de cinco minutos, com um bis de Diogo Jota, já no segundo tempo.
Mas os insulares reagiram bem e reduziram pelo seu capitão, João Diogo, três minutos volvidos. Dyego Sousa, o melhor marcador dos “verde-rubros”, estabeleceu o resultado final, empatando a duas bolas.
O Arouca cumpriu a sua “obrigação” vencendo em Tondela, “lanterna vermelha” da Liga. Os homens do distrito de Viseu voltaram a falhar mais uma grande penalidade, algo habitual na equipa comandada por Petit e que ajuda a explicar a posição ocupada pelo clube.
O União da Madeira voltou a marcar passo no objetivo da manutenção, com o nulo alcançado perante o seu público. Apesar de algumas boas oportunidades criadas, os madeirenses voltaram a falhar na finalização. Assim vêm a “linha de água” mais próxima, já que os “estudantes” venceram, um pouco surpreendentemente, o Vitória da Cidade Berço por 2-0, com golos de Marinho, ambos aproveitando ressaltos, o primeiro após defesa a uma grande penalidade e o segundo, fazendo o remate, depois de uma bola devolvida pelo poste.
No Bessa, os “axadrezados” perderam por 1-0 (golo de Salvador Agra aos 23’) com o Nacional da Madeira, ficando na zona de despromoção. Um jogo que ficou marcado pela grande quantidade de cartões mostrados (13 amarelos e 2 vermelhos por acumulação).
O fecho da jornada deu-se em Vila do Conde com os “canarinhos” a baterem os “vilacondenses” por 3-1, com Mattheus Oliveira (filho de Bebeto, campeão mundial pelo Brasil em 1994) em evidência a apontar dois golos e Léo Bonatini a apontar o outro tento. Pela parte dos locais, o internacional Hélder Postiga ainda reduziu, dndo alguma emoção à ponta final da partida.
Destaque para as cinco vitórias obtidas pelos visitantes, facto pouco habitual na Liga NOS.
Também a meio da semana ficámos a conhecer os finalistas da Taça de Portugal. FC Porto voltou a bater o Gil Vicente, desta feita por 2-0 num jogo em que os “azuis-e-brancos” rodaram a equipa, numa eliminatória que estava praticamente decidida.
Em Vila do Conde, os “arsenalistas” seguraram a vantagem trazida da 1ª mão, num jogo em que a incerteza pairou até ao último minuto.
Finalmente, destaque para o Real Madrid que bateu o Celta de Vigo por 7-1, com um poker de Cristiano Ronaldo.
Já dentro de campo, as “águias” entraram melhor, personalizados, dividindo o jogo, acabando por marcar na primeira oportunidade que tiveram para rematar à baliza, com Mitroglu a aproveitar um ressalto de bola, após remate de Pizzi, e atirando na cara de Rui Patrício para o fundo das redes. A partir desse momento, as tropas encarnadas recolheram ao seu meio-campo e defenderam como puderam e tentando sair em contra-ataque. A verdade é que o Sporting também não teve arte nem engenho para ultrapassar a boa organização encarnada. A exceção, mais flagrante, foi quando Bryan Ruiz rematou por cima com a baliza completamente aberta. No final, os atuais campeões nacionais foram premiados, adotando uma estratégia mais defensiva após se encontrarem em vantagem.
No outro jogo grande da jornada, terceiro e quarto classificados encontraram-se na Pedreira. Num jogo que ganhou maior emoção nos vinte minutos finais, o Braga marcou primeiro por intermédio de Hassan. O FC Porto não demorou a empatar com um cabeceamento de Maxi Pereira, numa recarga a um remate defendido por Marafona. Quando tudo se encaminhava para o empate, Rafa Silva (de quem muito se fala que possa vir a reforçar os dragões) voltou a marcar, dando vantagem aos “arsenalistas”. E quando os “dragões” estavam completamente balanceados no ataque, Alan aproveitou um erro clamoroso de Casillas (mais um) e estabeleceu o resultado final em 3-1. Resultado este que hipoteca em muito as aspirações portistas em chegar ao título.
Nos outros jogos da jornada, o Marítimo viu-se a perder na Capital do Móvel, num espaço de cinco minutos, com um bis de Diogo Jota, já no segundo tempo.
Mas os insulares reagiram bem e reduziram pelo seu capitão, João Diogo, três minutos volvidos. Dyego Sousa, o melhor marcador dos “verde-rubros”, estabeleceu o resultado final, empatando a duas bolas.
O Arouca cumpriu a sua “obrigação” vencendo em Tondela, “lanterna vermelha” da Liga. Os homens do distrito de Viseu voltaram a falhar mais uma grande penalidade, algo habitual na equipa comandada por Petit e que ajuda a explicar a posição ocupada pelo clube.
O União da Madeira voltou a marcar passo no objetivo da manutenção, com o nulo alcançado perante o seu público. Apesar de algumas boas oportunidades criadas, os madeirenses voltaram a falhar na finalização. Assim vêm a “linha de água” mais próxima, já que os “estudantes” venceram, um pouco surpreendentemente, o Vitória da Cidade Berço por 2-0, com golos de Marinho, ambos aproveitando ressaltos, o primeiro após defesa a uma grande penalidade e o segundo, fazendo o remate, depois de uma bola devolvida pelo poste.
No Bessa, os “axadrezados” perderam por 1-0 (golo de Salvador Agra aos 23’) com o Nacional da Madeira, ficando na zona de despromoção. Um jogo que ficou marcado pela grande quantidade de cartões mostrados (13 amarelos e 2 vermelhos por acumulação).
O fecho da jornada deu-se em Vila do Conde com os “canarinhos” a baterem os “vilacondenses” por 3-1, com Mattheus Oliveira (filho de Bebeto, campeão mundial pelo Brasil em 1994) em evidência a apontar dois golos e Léo Bonatini a apontar o outro tento. Pela parte dos locais, o internacional Hélder Postiga ainda reduziu, dndo alguma emoção à ponta final da partida.
Destaque para as cinco vitórias obtidas pelos visitantes, facto pouco habitual na Liga NOS.
Também a meio da semana ficámos a conhecer os finalistas da Taça de Portugal. FC Porto voltou a bater o Gil Vicente, desta feita por 2-0 num jogo em que os “azuis-e-brancos” rodaram a equipa, numa eliminatória que estava praticamente decidida.
Em Vila do Conde, os “arsenalistas” seguraram a vantagem trazida da 1ª mão, num jogo em que a incerteza pairou até ao último minuto.
Finalmente, destaque para o Real Madrid que bateu o Celta de Vigo por 7-1, com um poker de Cristiano Ronaldo.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Crónica cdesportiva por José Agrela, número 9
Inicio esta crónica com uma breve referência à Liga dos Campeões, já que houve os outros quatro jogos relativos à 1ª mão dos Oitavos de Final, mas sem clubes portugueses, infelizmente. Assim sendo, os “bluegrana” foram a Londres vencer o Arsenal por 2-0, com Lionel Messi a bisar, sendo o segundo tento na transformação de uma grande penalidade, “arrancada” por ele próprio. Assim, os catalães têm caminho aberto para os “quartos”, algo habitual lá por Camp Nou.
Em Turim, o Bayern de Munique teve uma vantagem de dois golos mas não conseguiu segurá-la, permitindo à “vecchia signora” uma recuperação, para 2-2, que deixa tudo em aberto para a segunda mão. Com um futebol ”traiçoeiro”, a Juventus pode muito bem surpreender aquela “máquina” de futebol que é o clube bávaro.
Em Kiev, o Dinamo local não foi capaz de parar a “constelação” que tinha como adversário, o Manchester City. Com golos de Kun Aguero, David Silva e Yaya Touré, os “citizens” deixaram a Ucrânia com uma vantagem de 1-3, que provavelmente será suficiente para passar esta eliminatória. Já o PSV Eindhoven (que ficará para sempre na memória dos benfiquistas, infelizmente) empatou, curiosamente, com um adversário do Benfica nesta Liga dos Campeões na Fase de Grupos, o Atlético de Madrid (0-0). Não sendo um resultado muito favorável aos holandeses, também não é assim tão mau, pois poderia ser pior.
Na Liga Europa, o trio luso ficou reduzido a um representante. O Sporting, como já aqui disse, “livrou-se” do peso que era a competição europeia. Jesus voltou a apresentar uma equipa de recurso e, mais uma vez, voltou a perder, desta feita, por 3-1. Ainda chegou ao empate, dando alguma esperança às hostes leoninas, mas Bellarabi fez o 2-1 para os “farmacêuticos” acabando com qualquer esperança lusa. Agora, Jesus terá todo o tempo do mundo para se dedicar à Liga, aposta forte pelos lados de Alvalade.
O FC Porto seguiu pelo mesmo caminho, também com germânicos. Depois de ter perdido por 2-0 na Alemanha, os “dragões” voltaram a perder no Dragão, agora por 1-0, com o golo a ser atribuído, segundo o site da UEFA a… Casillas. Não sendo propriamente um golo decisivo da eliminatória, acabou por sê-lo no jogo.
Regressando às lides caseiras, a Liga teve mais uma jornada e onde voltou a haver mexida na luta pelo título, mas já lá vamos.
A ronda abriu com os “alvinegros” madeirenses a baterem os “castores” por 3-0. Num jogo dominado pelo Nacional, o primeiro golo até apareceu por Marco Baixinho, defesa pacense na própria baliza. Já no segundo tempo, Rui Correia e Luís Aurélio, dois portugueses, estabeleceram o resultado final.
No sábado, o Boavista perdeu em casa com o Rio Ave por 2-1, num jogo em que os “vilacondenses” acabaram reduzidos a dez jogadores por expulsão de Pedro Moreira. Os “axadrezados” acabaram por beneficiar da derrota da Académica no Funchal, frente ao Marítimo por 1-0, golo de Baba Diawara, com um soberbo golpe de calcanhar, para assim continuarem acima da zona de despromoção. Em Arouca, o Braga não conseguiu vencer, apesar de ter um “penalty” a favor que acabou com a defesa de Bracalli… e a expulsão de um jogador arsenalista. Mais tarde, o Braga viu-se privado de mais um elemento, acabando reduzido a nove mas segurando o nulo.
Destaque também para a vitória “gorda” e surpreendente do Estoril Praia sobre o Vitória sadino. Surpresa também foi a vitória do Tondela, último classificado, beneficiando de um autogolo de Rafael Martins, em casa do Moreirense, clube que também luta pela sobrevivência no escalão maior.
O domingo fechou com o Belenenses-Porto, com os “azuis-e-brancos” a vencerem por 2-1, com um golo de Tonel na própria baliza. Depois de ter provocado a grande penalidade que deu a vitória sobre o Sporting, o defesa que já representou “dragões” e “leões”, voltou a estar “debaixo de fogo”, desta vez, pelo excelente cabeceamento… para a baliza errada.
A jornada fechou com o Benfica a receber o União na segunda-feira, fruto das condições climatéricas que se fizeram sentir na Madeira. O encontro estava agendado para domingo, mas os ventos fortes não deixaram a equipa insular deslocar-se em tempo útil até ao continente. Assim, o jogo disputou-se na segunda-feira.
Curiosamente, o jogo da primeira volta entre estes dois emblemas também foi disputado numa data posterior à inicialmente prevista, na altura devido aonevoeiro.
Voltando ao jogo, não teve história, já que os “encarnados” marcaram cedo, pelo inevitável Jonas, e dominaram a seu belo prazer, um encontro que esteve sempre controlado, exceção feita a cerca de dez minutos da primeira parte, onde os insulares pregaram um “susto” às cerca de 45 mil pessoas que lá estiveram a presenciar o encontro. Num contra-ataque, Júlio César teve que sair da área para cortar o lance com o pé, já em “carrinho”.
O União, mesmo sofrendo o golo cedo, nunca desmontou a sua teia defensiva de dez jogadores à frente de Gudiño, um guardião que mostrou qualidade. Jonas ainda bisou, depois de um remate de Mitroglu, que o brasileiro conseguiu desviar na cara do guarda-redes adversário.
A festa benfiquista ficou ao rubro, pois o Sporting não foi além de um nulo em Guimarães. Os homens de Alvalade até entraram mal no jogo, já que foi o Guimarães a primeira equipa a criar perigo logo aos 5’, com Rui Patrício a defender para canto. Mas a partir daí, quem brilhou foi João Miguel Silva, o guarda-redes vimaranense. Com um punhado de grandes defesas manteve o empate até ao fim, mesmo com a equipa reduzida a dez jogadores. No último minuto, ainda se reclamou penalty na área leonina, mas o árbitro mandou seguir. Assim, o derby da próxima jornada entre leões e águias será escaldante, com um ponto apenas a separá-los. A ver vamos…
Lá por fora, o Real Madrid voltou a marcar passo, frente ao vizinho Atlético de Madrid… nada de surpreendente. Já surpreendentes foram as declarações de Ronaldo no fim da partida. O internacional português desabafou dizendo que se todos fossem como ele, a equipa estaria em primeiro. Mais tarde veio emendar as palavras, mas o mal estava feito. Com uma dúzia de pontos de atraso em relação ao Barcelona, o campeonato está entregue… distância praticamente irrecuperável!
É de sublinhar o “hexa” do Olympiacos de Marco Silva… a sete jornadas do fim. Notável!
Em Turim, o Bayern de Munique teve uma vantagem de dois golos mas não conseguiu segurá-la, permitindo à “vecchia signora” uma recuperação, para 2-2, que deixa tudo em aberto para a segunda mão. Com um futebol ”traiçoeiro”, a Juventus pode muito bem surpreender aquela “máquina” de futebol que é o clube bávaro.
Em Kiev, o Dinamo local não foi capaz de parar a “constelação” que tinha como adversário, o Manchester City. Com golos de Kun Aguero, David Silva e Yaya Touré, os “citizens” deixaram a Ucrânia com uma vantagem de 1-3, que provavelmente será suficiente para passar esta eliminatória. Já o PSV Eindhoven (que ficará para sempre na memória dos benfiquistas, infelizmente) empatou, curiosamente, com um adversário do Benfica nesta Liga dos Campeões na Fase de Grupos, o Atlético de Madrid (0-0). Não sendo um resultado muito favorável aos holandeses, também não é assim tão mau, pois poderia ser pior.
Na Liga Europa, o trio luso ficou reduzido a um representante. O Sporting, como já aqui disse, “livrou-se” do peso que era a competição europeia. Jesus voltou a apresentar uma equipa de recurso e, mais uma vez, voltou a perder, desta feita, por 3-1. Ainda chegou ao empate, dando alguma esperança às hostes leoninas, mas Bellarabi fez o 2-1 para os “farmacêuticos” acabando com qualquer esperança lusa. Agora, Jesus terá todo o tempo do mundo para se dedicar à Liga, aposta forte pelos lados de Alvalade.
O FC Porto seguiu pelo mesmo caminho, também com germânicos. Depois de ter perdido por 2-0 na Alemanha, os “dragões” voltaram a perder no Dragão, agora por 1-0, com o golo a ser atribuído, segundo o site da UEFA a… Casillas. Não sendo propriamente um golo decisivo da eliminatória, acabou por sê-lo no jogo.
Regressando às lides caseiras, a Liga teve mais uma jornada e onde voltou a haver mexida na luta pelo título, mas já lá vamos.
A ronda abriu com os “alvinegros” madeirenses a baterem os “castores” por 3-0. Num jogo dominado pelo Nacional, o primeiro golo até apareceu por Marco Baixinho, defesa pacense na própria baliza. Já no segundo tempo, Rui Correia e Luís Aurélio, dois portugueses, estabeleceram o resultado final.
No sábado, o Boavista perdeu em casa com o Rio Ave por 2-1, num jogo em que os “vilacondenses” acabaram reduzidos a dez jogadores por expulsão de Pedro Moreira. Os “axadrezados” acabaram por beneficiar da derrota da Académica no Funchal, frente ao Marítimo por 1-0, golo de Baba Diawara, com um soberbo golpe de calcanhar, para assim continuarem acima da zona de despromoção. Em Arouca, o Braga não conseguiu vencer, apesar de ter um “penalty” a favor que acabou com a defesa de Bracalli… e a expulsão de um jogador arsenalista. Mais tarde, o Braga viu-se privado de mais um elemento, acabando reduzido a nove mas segurando o nulo.
Destaque também para a vitória “gorda” e surpreendente do Estoril Praia sobre o Vitória sadino. Surpresa também foi a vitória do Tondela, último classificado, beneficiando de um autogolo de Rafael Martins, em casa do Moreirense, clube que também luta pela sobrevivência no escalão maior.
O domingo fechou com o Belenenses-Porto, com os “azuis-e-brancos” a vencerem por 2-1, com um golo de Tonel na própria baliza. Depois de ter provocado a grande penalidade que deu a vitória sobre o Sporting, o defesa que já representou “dragões” e “leões”, voltou a estar “debaixo de fogo”, desta vez, pelo excelente cabeceamento… para a baliza errada.
A jornada fechou com o Benfica a receber o União na segunda-feira, fruto das condições climatéricas que se fizeram sentir na Madeira. O encontro estava agendado para domingo, mas os ventos fortes não deixaram a equipa insular deslocar-se em tempo útil até ao continente. Assim, o jogo disputou-se na segunda-feira.
Curiosamente, o jogo da primeira volta entre estes dois emblemas também foi disputado numa data posterior à inicialmente prevista, na altura devido aonevoeiro.
Voltando ao jogo, não teve história, já que os “encarnados” marcaram cedo, pelo inevitável Jonas, e dominaram a seu belo prazer, um encontro que esteve sempre controlado, exceção feita a cerca de dez minutos da primeira parte, onde os insulares pregaram um “susto” às cerca de 45 mil pessoas que lá estiveram a presenciar o encontro. Num contra-ataque, Júlio César teve que sair da área para cortar o lance com o pé, já em “carrinho”.
O União, mesmo sofrendo o golo cedo, nunca desmontou a sua teia defensiva de dez jogadores à frente de Gudiño, um guardião que mostrou qualidade. Jonas ainda bisou, depois de um remate de Mitroglu, que o brasileiro conseguiu desviar na cara do guarda-redes adversário.
A festa benfiquista ficou ao rubro, pois o Sporting não foi além de um nulo em Guimarães. Os homens de Alvalade até entraram mal no jogo, já que foi o Guimarães a primeira equipa a criar perigo logo aos 5’, com Rui Patrício a defender para canto. Mas a partir daí, quem brilhou foi João Miguel Silva, o guarda-redes vimaranense. Com um punhado de grandes defesas manteve o empate até ao fim, mesmo com a equipa reduzida a dez jogadores. No último minuto, ainda se reclamou penalty na área leonina, mas o árbitro mandou seguir. Assim, o derby da próxima jornada entre leões e águias será escaldante, com um ponto apenas a separá-los. A ver vamos…
Lá por fora, o Real Madrid voltou a marcar passo, frente ao vizinho Atlético de Madrid… nada de surpreendente. Já surpreendentes foram as declarações de Ronaldo no fim da partida. O internacional português desabafou dizendo que se todos fossem como ele, a equipa estaria em primeiro. Mais tarde veio emendar as palavras, mas o mal estava feito. Com uma dúzia de pontos de atraso em relação ao Barcelona, o campeonato está entregue… distância praticamente irrecuperável!
É de sublinhar o “hexa” do Olympiacos de Marco Silva… a sete jornadas do fim. Notável!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 8
E voltaram as competições europeias com os oitavos de final na Liga dos Campeões, onde se disputou a 1ª mão em quatro embates (os outros quatro serão disputados nesta semana) e a 1ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa.
Na competição principal da UEFA, o nosso único representante nesta fase, o Benfica, defrontou o Zenit, equipa russa bem conhecida dos portugueses, muito por força dos muitos jogadores que passaram pelo futebol luso e lá militam, como também alguns portugueses, incluindo o treinador André Villas Boas, que está de saída do clube no fim da época.
Num jogo em que a maior condição física da equipa portuguesa veio ao de cima, o Benfica foi a única equipa que fez por ganhar, frente a um adversário encolhido e interessado apenas no nulo. As oportunidades de golo não foram muitas de parte a parte, mas os ”encarnados” acabaram por ser bafejados pela sorte ao minuto 91, num lance em que Criscito, defesa “russo” (que é italiano de nacionalidade) cometeu falta sobre André Almeida, lateral-direito dos bicampeões nacionais, e viu o segundo amarelo. Na marcação do livre, Gaitan colocou a bola na cabeça de Jonas, que colocou-a junto ao poste esquerdo da baliza de Lodygin. Assim, o Benfica parte em vantagem para o segundo “round”.
Para a mesma competição, o Real Madrid foi a Roma vencer a equipa local por 2-0, com o “inevitável” Ronaldo a abrir o marcador, com um movimento característico nele, já que jogando na esquerda, derivou para dentro com um toque subtil, rematando forte e colocado ao poste mais distante, sem hipótese para o guardião adversário. Nos outros dois jogos da semana, o PSG venceu o Chelsea por 2-1 com golos de Ibrahimovic e Cavani. Obi Mikel ainda empatou para os “blues” mas foi insuficiente para parar a armada parisiense. No outro jogo, menos mediático, o Gent viu-se a perder em casa por 3-0, mas uma reação forte fez a equipa belga manter a eliminatória viva, reduzindo para 3-2, mesmo que seja ligada “às máquinas”. Em Wolfsburgo logo se verá…
Na Liga Europa, o Sporting segue o caminho determinado pelo seu treinador, ou seja, perdeu e está com um pé fora da competição, algo que Jesus “ambiciona” e tem feito um largo esforço para tal, com as equipas de recurso que apresenta nesses mesmos jogos. A 1ª mão dos 16 avos de Final não foi exceção, deixando Adrien Silva e Slimani no banco, duas pedras fundamentais na equipa leonina desta época. Acabou por correr mal (ou será bem?), já que perderam em casa por 1-0 contra os ”farmacêuticos”, como é conhecida equipa do Bayer Leverkusen. Assim, os leões viajam até à Alemanha em desvantagem, mas como já referi, não será uma grande desilusão se forem eliminados.
O FC Porto, por sua vez, perdeu por 2-0 em Dortmund frente ao Borussia. Com uma defesa remendada com Layún a central e Varela a defesa-direito, os “dragões” resistiram o mais possível, mas o melhor que conseguiram foi manter a eliminatória em aberto. Embora não sendo tarefa fácil, não será impossível.
Finalmente, no que diz respeito às equipas portuguesas nesta competição, o Braga, que ao contrário dos homónimos de Lisboa, aposta nesta competição, arrancou uma saborosa vitória na Suíça, frente ao Sion por duas bolas a uma. Resultado este que catapulta os bracarenses para os Oitavos de Final.
Por cá, a jornada da Liga NOS começou na sexta-feira, com o União da Madeira a receber o Estoril, debaixo de condições climatéricas pouco próprias para o futebol. No entanto, os madeirenses entraram bem, marcando logo no terceiro minuto. Mas como vem sendo hábito nesta equipa, defenderam até ao limite das suas forças a vantagem. Só que os “canarinhos” chegaram ao empate bem perto do final, que já justificavam. Assim, os “azuis-e-amarelos” madeirenses somaram mais um ponto, rumo ao objetivo da manutenção, tal como os “azuis-e-amarelos”… continentais.
No sábado, o Paços de Ferreira recebeu o Benfica (1-3), num jogo cheio de casos polémicos, sendo o mais gritante o lance em que Jorge Ferreira assinalou grande penalidade a favor das “águias” e deu o segundo golo. Após as repetições, fica a sensação que Jonas “mergulhou”, cavando assim o castigo máximo.
Foi uma vitória justa, manchada por um erro de arbitragem que é descortinado nas repetições.
No mesmo dia, o Rio Ave venceu em Coimbra a Académica por 2-0 afundando os “estudantes” ainda mais na zona de despromoção. Já os “vilacondenses” continuam na luta pela Europa, confortavelmente instalados no 7º lugar.
Na luta por um lugar nas competições europeias, continua o Arouca que foi a Belém vencer por 2-0, com o jogo a ser resolvido a favor dos comandados de Lito Vidigal já no segundo tempo. Destaque para a homenagem prestada pelos adeptos de Belém ao treinador arouquense. Fica sempre bem agradecer a quem fez um bom trabalho no clube, num passado bem recente.
O Tondela, “lanterna-vermelha” da competição, voltou a perder, desta feita com o Marítimo por 4-3 num jogo emocionante e que os madeirenses viraram a seu favor já nos descontos, com os dois últimos golos a serem marcados neste período. É de referir que os madeirenses continuam o seu “calvário”, com mais uma expulsão. São recordistas da Liga nesta matéria, infelizmente.
No domingo, o FC Porto venceu o Moreirense no Dragão, mas não se livrou de um valente susto, pois viram-se a perder por 2-0. E mais uma vez, a polémica instalou-se, com o primeiro golo da equipa da casa a ser obtido após um “penalty” polémico (mais um a juntar aos outros desta Liga). E daí em frente, o FC Porto fez valer a sua superioridade, virando o resultado para 3-2, numa vitória “arrancada a ferros”, fazendo com que a distância para o topo da tabela não aumente, já que o Sporting venceu os “axadrezados” por 2-0, com golos na primeira etapa do encontro, jogando quanto baste para levar os três pontos em disputa. Num jogo quase de sentido único, o Boavista nunca fez perigar a baliza defendida por Rui Patrício, excetuo num lance em que enviou uma bola ao poste, já na segunda parte. Assim continua tudo igual na frente, com os “leões” na liderança, o Benfica no segundo lugar a 3 pontos de distância e o FC Porto a seis da liderança no último lugar do pódio.
É de salientar ainda o empate obtido pelo Nacional da Madeira no Bonfim, o que faz com que os madeirenses aumentem a distância para a “linha de água”.
Já no Minho, o derby local entre bracarenses e vimaranenses acabou com um emocionante empate a três bolas, com alternâncias no marcador e com um vencedor incerto.
Lá por fora, Marco Silva está a uma vitória do “hexacampeonato” na Grécia com o Olympiakos. Pelo contrário, Ronaldo está cada vez mais longe do título em Espanha, com o Barcelona confortavelmente instalado na liderança com 9 pontos de avanço sobre os “merengues” e 8 sobre os “colchoneros”, ou Atlético de Madrid, como queiram chamar.
Na competição principal da UEFA, o nosso único representante nesta fase, o Benfica, defrontou o Zenit, equipa russa bem conhecida dos portugueses, muito por força dos muitos jogadores que passaram pelo futebol luso e lá militam, como também alguns portugueses, incluindo o treinador André Villas Boas, que está de saída do clube no fim da época.
Num jogo em que a maior condição física da equipa portuguesa veio ao de cima, o Benfica foi a única equipa que fez por ganhar, frente a um adversário encolhido e interessado apenas no nulo. As oportunidades de golo não foram muitas de parte a parte, mas os ”encarnados” acabaram por ser bafejados pela sorte ao minuto 91, num lance em que Criscito, defesa “russo” (que é italiano de nacionalidade) cometeu falta sobre André Almeida, lateral-direito dos bicampeões nacionais, e viu o segundo amarelo. Na marcação do livre, Gaitan colocou a bola na cabeça de Jonas, que colocou-a junto ao poste esquerdo da baliza de Lodygin. Assim, o Benfica parte em vantagem para o segundo “round”.
Para a mesma competição, o Real Madrid foi a Roma vencer a equipa local por 2-0, com o “inevitável” Ronaldo a abrir o marcador, com um movimento característico nele, já que jogando na esquerda, derivou para dentro com um toque subtil, rematando forte e colocado ao poste mais distante, sem hipótese para o guardião adversário. Nos outros dois jogos da semana, o PSG venceu o Chelsea por 2-1 com golos de Ibrahimovic e Cavani. Obi Mikel ainda empatou para os “blues” mas foi insuficiente para parar a armada parisiense. No outro jogo, menos mediático, o Gent viu-se a perder em casa por 3-0, mas uma reação forte fez a equipa belga manter a eliminatória viva, reduzindo para 3-2, mesmo que seja ligada “às máquinas”. Em Wolfsburgo logo se verá…
Na Liga Europa, o Sporting segue o caminho determinado pelo seu treinador, ou seja, perdeu e está com um pé fora da competição, algo que Jesus “ambiciona” e tem feito um largo esforço para tal, com as equipas de recurso que apresenta nesses mesmos jogos. A 1ª mão dos 16 avos de Final não foi exceção, deixando Adrien Silva e Slimani no banco, duas pedras fundamentais na equipa leonina desta época. Acabou por correr mal (ou será bem?), já que perderam em casa por 1-0 contra os ”farmacêuticos”, como é conhecida equipa do Bayer Leverkusen. Assim, os leões viajam até à Alemanha em desvantagem, mas como já referi, não será uma grande desilusão se forem eliminados.
O FC Porto, por sua vez, perdeu por 2-0 em Dortmund frente ao Borussia. Com uma defesa remendada com Layún a central e Varela a defesa-direito, os “dragões” resistiram o mais possível, mas o melhor que conseguiram foi manter a eliminatória em aberto. Embora não sendo tarefa fácil, não será impossível.
Finalmente, no que diz respeito às equipas portuguesas nesta competição, o Braga, que ao contrário dos homónimos de Lisboa, aposta nesta competição, arrancou uma saborosa vitória na Suíça, frente ao Sion por duas bolas a uma. Resultado este que catapulta os bracarenses para os Oitavos de Final.
Por cá, a jornada da Liga NOS começou na sexta-feira, com o União da Madeira a receber o Estoril, debaixo de condições climatéricas pouco próprias para o futebol. No entanto, os madeirenses entraram bem, marcando logo no terceiro minuto. Mas como vem sendo hábito nesta equipa, defenderam até ao limite das suas forças a vantagem. Só que os “canarinhos” chegaram ao empate bem perto do final, que já justificavam. Assim, os “azuis-e-amarelos” madeirenses somaram mais um ponto, rumo ao objetivo da manutenção, tal como os “azuis-e-amarelos”… continentais.
No sábado, o Paços de Ferreira recebeu o Benfica (1-3), num jogo cheio de casos polémicos, sendo o mais gritante o lance em que Jorge Ferreira assinalou grande penalidade a favor das “águias” e deu o segundo golo. Após as repetições, fica a sensação que Jonas “mergulhou”, cavando assim o castigo máximo.
Foi uma vitória justa, manchada por um erro de arbitragem que é descortinado nas repetições.
No mesmo dia, o Rio Ave venceu em Coimbra a Académica por 2-0 afundando os “estudantes” ainda mais na zona de despromoção. Já os “vilacondenses” continuam na luta pela Europa, confortavelmente instalados no 7º lugar.
Na luta por um lugar nas competições europeias, continua o Arouca que foi a Belém vencer por 2-0, com o jogo a ser resolvido a favor dos comandados de Lito Vidigal já no segundo tempo. Destaque para a homenagem prestada pelos adeptos de Belém ao treinador arouquense. Fica sempre bem agradecer a quem fez um bom trabalho no clube, num passado bem recente.
O Tondela, “lanterna-vermelha” da competição, voltou a perder, desta feita com o Marítimo por 4-3 num jogo emocionante e que os madeirenses viraram a seu favor já nos descontos, com os dois últimos golos a serem marcados neste período. É de referir que os madeirenses continuam o seu “calvário”, com mais uma expulsão. São recordistas da Liga nesta matéria, infelizmente.
No domingo, o FC Porto venceu o Moreirense no Dragão, mas não se livrou de um valente susto, pois viram-se a perder por 2-0. E mais uma vez, a polémica instalou-se, com o primeiro golo da equipa da casa a ser obtido após um “penalty” polémico (mais um a juntar aos outros desta Liga). E daí em frente, o FC Porto fez valer a sua superioridade, virando o resultado para 3-2, numa vitória “arrancada a ferros”, fazendo com que a distância para o topo da tabela não aumente, já que o Sporting venceu os “axadrezados” por 2-0, com golos na primeira etapa do encontro, jogando quanto baste para levar os três pontos em disputa. Num jogo quase de sentido único, o Boavista nunca fez perigar a baliza defendida por Rui Patrício, excetuo num lance em que enviou uma bola ao poste, já na segunda parte. Assim continua tudo igual na frente, com os “leões” na liderança, o Benfica no segundo lugar a 3 pontos de distância e o FC Porto a seis da liderança no último lugar do pódio.
É de salientar ainda o empate obtido pelo Nacional da Madeira no Bonfim, o que faz com que os madeirenses aumentem a distância para a “linha de água”.
Já no Minho, o derby local entre bracarenses e vimaranenses acabou com um emocionante empate a três bolas, com alternâncias no marcador e com um vencedor incerto.
Lá por fora, Marco Silva está a uma vitória do “hexacampeonato” na Grécia com o Olympiakos. Pelo contrário, Ronaldo está cada vez mais longe do título em Espanha, com o Barcelona confortavelmente instalado na liderança com 9 pontos de avanço sobre os “merengues” e 8 sobre os “colchoneros”, ou Atlético de Madrid, como queiram chamar.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Crónica desportiva por José Agrela, número 5
A semana passada trouxe-nos a terceira e última jornada da Fase de Grupos da Taça da Liga, confirmando algumas equipas que foram uma desilusão e uma outra que foi a grande surpresa.
Começando pelas desilusões, temos o FC Porto e o Sporting, que desvalorizaram a competição e optaram por rodar jogadores (até em demasia). O resultado foi aquele que, de certa maneira, se esperava, já que esta competição é vista como muito pequena e sem interesse por alguns. Acabaram as duas por ser eliminadas, com a curiosidade, pouco abonatória para os “dragões”, de terem perdido os três encontros, com três treinadores diferentes sentados no banco.
Já o Portimonense entrou como o “outsider”, num grupo onde os adversários eram todos de 1ª Liga. E mais uma vez, ficou provado o desleixo que muitas equipas apresentam nesta Taça, acabando os algarvios com 3 vitórias e fazendo história na competição. São a primeira equipa da II Liga a chegar às meias-finais, numa competição feita à medida dos “grandes”, mas onde os pequenos é que brilham.
Já Braga e Marítimo conseguiram os seus lugares nas semifinais após empates a zero, curiosamente. Os bracarenses empataram frente ao Rio Ave, em Vila do Conde, e os “verde-rubros” receberam o Famalicão, carimbando assim o passaporte para a fase seguinte.
Resumindo, o Marítimo (que pelo segundo ano consecutivo chega a esta fase da competição) receberá o Portimonense na primeira semifinal, agendada para o dia 9 de Fevereiro, pelas 18 horas no Estádio dos Barreiros. Já a outra semifinal, será disputada entre o Benfica e o Braga, na Luz, com data e hora ainda por agendar, abrindo assim a hipótese de uma reedição da final da época passada, que foi disputada entre Benfica e Marítimo, saindo vencedores os “encarnados”.
Como o futebol não para, este final de semana ficou marcado pela 20ª jornada da Liga, que abriu com o Guimarães a bater o União da Madeira na “cidade berço” por 3-1, num jogo que teve a curiosidade dos dois primeiros golos do jogo, um para cada lado, nascerem de erros clamorosos defensivos. Já no sábado, no segundo jogo, o FC Porto entrou praticamente a perder no Estoril. No entanto, rubricando umas melhores exibições da época, acabou por vencer por 3-1, continuando assim a três pontos das “águias” que repetiram a boa exibição da Taça da Liga, em Moreira de Cónegos, e venceram facilmente por 4-1, com Jonas a bisar.
O líder do campeonato, Sporting, venceu os ”estudantes” por 3-2, num jogo polémico (mais um), em que os “leões” queixaram-se da arbitragem e com razão, diga-se de passagem.
Nos outros jogos, Arouca e Paços de Ferreira empataram a duas bolas, mantendo-se na luta pela Europa, embora os arouquenses estejam um bocado mais afastados.
Já o Nacional da Madeira voltou às vitórias, após dois meses sem ganhar, batendo o “lanterna vermelha”, Tondela, por 3-1, afastando-se da um pouco da “linha de água”, mas continua em zona instável da tabela.
Em Vila do Conde, o Rio Ave bateu o Setúbal e descolou do Vitória sadino, mas continuam tranquilos e com olhos para a Liga Europa. Os “axadrezados” conseguiram um empate arrancado a ferros perante o Braga, com Mika a fazer uma grande defesa no último lance do jogo e a garantir um ponto para os homens do Bessa.
A fechar a ronda, o Marítimo continua a sua má época, apesar da mudança de treinador, e perdeu com o Belenenses por 2-1, perdendo algumas boas chances para marcar. Assim não há treinador que resista….
Lá por fora, O Real Madrid, de Ronaldo, aplicou meia dúzia ao Espanhol de Barcelona, com um “hat-trick” do português. Mas com a vitória do Barcelona frente ao Atlético de Madrid, a distância mantém-se igual nos quatro pontos, com os “bluegrana” a terem um jogo ainda por disputar.
Finalmente, o Mónaco, de Leonardo Jardim, perdeu na visita ao Angers, a grande surpresa do campeonato gaulês, por 3-0, mantendo o segundo lugar, embora com maior pressão dos concorrentes mais diretos, Nice e Angers.
Começando pelas desilusões, temos o FC Porto e o Sporting, que desvalorizaram a competição e optaram por rodar jogadores (até em demasia). O resultado foi aquele que, de certa maneira, se esperava, já que esta competição é vista como muito pequena e sem interesse por alguns. Acabaram as duas por ser eliminadas, com a curiosidade, pouco abonatória para os “dragões”, de terem perdido os três encontros, com três treinadores diferentes sentados no banco.
Já o Portimonense entrou como o “outsider”, num grupo onde os adversários eram todos de 1ª Liga. E mais uma vez, ficou provado o desleixo que muitas equipas apresentam nesta Taça, acabando os algarvios com 3 vitórias e fazendo história na competição. São a primeira equipa da II Liga a chegar às meias-finais, numa competição feita à medida dos “grandes”, mas onde os pequenos é que brilham.
Já Braga e Marítimo conseguiram os seus lugares nas semifinais após empates a zero, curiosamente. Os bracarenses empataram frente ao Rio Ave, em Vila do Conde, e os “verde-rubros” receberam o Famalicão, carimbando assim o passaporte para a fase seguinte.
Resumindo, o Marítimo (que pelo segundo ano consecutivo chega a esta fase da competição) receberá o Portimonense na primeira semifinal, agendada para o dia 9 de Fevereiro, pelas 18 horas no Estádio dos Barreiros. Já a outra semifinal, será disputada entre o Benfica e o Braga, na Luz, com data e hora ainda por agendar, abrindo assim a hipótese de uma reedição da final da época passada, que foi disputada entre Benfica e Marítimo, saindo vencedores os “encarnados”.
Como o futebol não para, este final de semana ficou marcado pela 20ª jornada da Liga, que abriu com o Guimarães a bater o União da Madeira na “cidade berço” por 3-1, num jogo que teve a curiosidade dos dois primeiros golos do jogo, um para cada lado, nascerem de erros clamorosos defensivos. Já no sábado, no segundo jogo, o FC Porto entrou praticamente a perder no Estoril. No entanto, rubricando umas melhores exibições da época, acabou por vencer por 3-1, continuando assim a três pontos das “águias” que repetiram a boa exibição da Taça da Liga, em Moreira de Cónegos, e venceram facilmente por 4-1, com Jonas a bisar.
O líder do campeonato, Sporting, venceu os ”estudantes” por 3-2, num jogo polémico (mais um), em que os “leões” queixaram-se da arbitragem e com razão, diga-se de passagem.
Nos outros jogos, Arouca e Paços de Ferreira empataram a duas bolas, mantendo-se na luta pela Europa, embora os arouquenses estejam um bocado mais afastados.
Já o Nacional da Madeira voltou às vitórias, após dois meses sem ganhar, batendo o “lanterna vermelha”, Tondela, por 3-1, afastando-se da um pouco da “linha de água”, mas continua em zona instável da tabela.
Em Vila do Conde, o Rio Ave bateu o Setúbal e descolou do Vitória sadino, mas continuam tranquilos e com olhos para a Liga Europa. Os “axadrezados” conseguiram um empate arrancado a ferros perante o Braga, com Mika a fazer uma grande defesa no último lance do jogo e a garantir um ponto para os homens do Bessa.
A fechar a ronda, o Marítimo continua a sua má época, apesar da mudança de treinador, e perdeu com o Belenenses por 2-1, perdendo algumas boas chances para marcar. Assim não há treinador que resista….
Lá por fora, O Real Madrid, de Ronaldo, aplicou meia dúzia ao Espanhol de Barcelona, com um “hat-trick” do português. Mas com a vitória do Barcelona frente ao Atlético de Madrid, a distância mantém-se igual nos quatro pontos, com os “bluegrana” a terem um jogo ainda por disputar.
Finalmente, o Mónaco, de Leonardo Jardim, perdeu na visita ao Angers, a grande surpresa do campeonato gaulês, por 3-0, mantendo o segundo lugar, embora com maior pressão dos concorrentes mais diretos, Nice e Angers.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Crónica Desportiva por José Agrela, número 3
Esta semana que findou, voltou a ter futebol nacional a meio da semana. Não para a Liga (a 16ª jornada foi caso único nesta época), mas sim para a “prova-rainha”, ou seja, a Taça de Portugal.
Os 1/4s de Final iniciaram-se com o Nacional a visitar o Gil Vicente, pouco mais de 48 horas após ter defrontado o Bicampeão Nacional Benfica. A tarefa adivinhava-se complicada para o clube primodivisionário, quanto mais não fosse pela carga a que foram sujeitos dois dias antes. Os madeirenses acabaram derrotados por 1-0, muito pela falta de eficácia dos seus homens mais adiantados, tendo numa dessas oportunidades, falhado a poucos metros da linha de golo.
Assim sendo, os gilistas defrontarão o Porto, que voltou ao Bessa para esta eliminatória da Taça, isto depois de na anterior jornada do campeonato lá terem vencido por 5-0. Os comandados interinamente (até ver) por Rui Barros sofreram para vencer um Boavista aguerrido e que ia surpreendendo no derby da Invicta, caso tivessem convertido uma grande penalidade no último minuto.
Sendo assim, os “dragões” vão defrontar o Gil Vicente, que voltou 39 anos depois, a uma meia-final desta competição.
Na outra semifinal defrontar-se-ão Sporting de Braga e Rio Ave pela terceira vez consecutiva. Nos dois embates anteriores, cada um dos antagonistas venceu uma vez, sendo este uma espécie de “tira-teimas”.
Para chegar até aqui, os arsenalistas venceram o Arouca por 2-0, com os golos (um deles autogolo) a serem obtidos num curto espaço de tempo (3 minutos). Terão pela frente uma das boas surpresas da época, o Rio Ave que venceu o Estoril-Praia sem muitas dificuldades, por concludentes 3-0.
Já neste fim-de-semana voltou a Liga NOS, com a jornada a começar com um surpreendente empate do “lanterna vermelha”, Tondela, em casa do líder Sporting a duas bolas. Com muita polémica, essencialmente criada pelo já polémico presidente leonino, Bruno de Carvalho, os estreantes neste campeonato bateram-se com as armas que tinham e justificaram a divisão de pontos, pela luta e entrega ao jogo.
O Benfica não desperdiçou o “brinde” e aproximou-se da liderança, arrancando uma suada, mas justa vitória na Amoreira, frente ao Estoril por 1-2. Apesar dos “encarnados” entrarem a todo o gás, enviando uma bola ao poste, inclusive, os anfitriões na primeira vez que foram à baliza encarnada… marcaram. A partir daqui, os bicampeões tomaram conta do jogo, sem criar muitas oportunidades de golo, mas fazendo o suficiente para virar o resultado.
Destaque ainda para o minuto 65, no qual voltou a reacender-se a discussão a tecnologia da linha de golo, já que num lance caricato, em que a bola ganhou um efeito estranho, Kieszek, guardião estorilista, sacode a bola, ficando a dúvida se a bola já teria ultrapassado completamente a linha de golo.
O outro crónico candidato ao título, o FC Porto, voltou a perder, desta feita em Guimarães. Num jogo em que os “homens da casa” jogavam a honra do seu treinador, Sérgio Conceição, posta em causa durante a semana que passou, já que foi apontado como novo treinador dos “dragões”, os vimaranenses entraram a toda a velocidade, criando perigo logo nos primeiros segundos. Não marcaram nessa jogada, marcaram 3 minutos depois, num lance onde Iker Casillas fica muito mal na fotografia, largando uma bola aparentemente simples. Daí para a frente, os “azuis-e-brancos” tiveram a bola mas sem grande discernimento para causar verdadeiros embaraços à defesa e guardião anfitriões, que foram resolvendo os problemas.
Fazendo contas, o grande vencedor da jornada é o Benfica, já que se aproximou do primeiro lugar e aumentou a vantagem para 3 pontos sobre o Porto.
Na restante jornada, destaque pela negativa para o Marítimo que perdeu no derby madeirense com o União da Madeira por 1-0. Pior que isso, continuam os casos de indisciplina na equipa “verde-rubra”, já que estes acabaram reduzidos a oito jogadores e segundo as últimas notícias, Ivo Vieira terá mesmo deixado o comando da equipa maritimista.
Já o Nacional da Madeira continua a senda de jogos sem ganhar para a Liga (7), perdendo novamente na Choupana, sob ameaça do nevoeiro (o que já não é novidade), perante o Sporting de Braga. Numa partida polémica (mais uma), os alvinegros não conseguiram superiorizar-se a uma equipa arsenalista que continua no “top 4” da classificação.
Nos outros jogos, a Académica amealhou um importante ponto contra o Paços de Ferreira na sua luta pela manutenção. O Belenenses venceu fora por 2-1 o Rio Ave, equipa que continua tranquilamente na parte de cima da tabela classificativa.
Finalmente, Moreirense e Boavista, curiosamente duas equipas que equipam de “xadrez”, protagonizaram duas surpresas. Os homens do Bessa golearam o Vitória de Setúbal, que deve estar a ressentir-se da venda de Suk, por esclarecedores 4-0. Já os “cónegos” foram a Arouca vencer por 2-1, protagonizando uma das reviravoltas da jornada.
Concluindo, foi uma jornada interessante que ajudou a “apimentar” a luta pelo título, dando azo a mais algumas piadas nas redes sociais.
Os 1/4s de Final iniciaram-se com o Nacional a visitar o Gil Vicente, pouco mais de 48 horas após ter defrontado o Bicampeão Nacional Benfica. A tarefa adivinhava-se complicada para o clube primodivisionário, quanto mais não fosse pela carga a que foram sujeitos dois dias antes. Os madeirenses acabaram derrotados por 1-0, muito pela falta de eficácia dos seus homens mais adiantados, tendo numa dessas oportunidades, falhado a poucos metros da linha de golo.
Assim sendo, os gilistas defrontarão o Porto, que voltou ao Bessa para esta eliminatória da Taça, isto depois de na anterior jornada do campeonato lá terem vencido por 5-0. Os comandados interinamente (até ver) por Rui Barros sofreram para vencer um Boavista aguerrido e que ia surpreendendo no derby da Invicta, caso tivessem convertido uma grande penalidade no último minuto.
Sendo assim, os “dragões” vão defrontar o Gil Vicente, que voltou 39 anos depois, a uma meia-final desta competição.
Na outra semifinal defrontar-se-ão Sporting de Braga e Rio Ave pela terceira vez consecutiva. Nos dois embates anteriores, cada um dos antagonistas venceu uma vez, sendo este uma espécie de “tira-teimas”.
Para chegar até aqui, os arsenalistas venceram o Arouca por 2-0, com os golos (um deles autogolo) a serem obtidos num curto espaço de tempo (3 minutos). Terão pela frente uma das boas surpresas da época, o Rio Ave que venceu o Estoril-Praia sem muitas dificuldades, por concludentes 3-0.
Já neste fim-de-semana voltou a Liga NOS, com a jornada a começar com um surpreendente empate do “lanterna vermelha”, Tondela, em casa do líder Sporting a duas bolas. Com muita polémica, essencialmente criada pelo já polémico presidente leonino, Bruno de Carvalho, os estreantes neste campeonato bateram-se com as armas que tinham e justificaram a divisão de pontos, pela luta e entrega ao jogo.
O Benfica não desperdiçou o “brinde” e aproximou-se da liderança, arrancando uma suada, mas justa vitória na Amoreira, frente ao Estoril por 1-2. Apesar dos “encarnados” entrarem a todo o gás, enviando uma bola ao poste, inclusive, os anfitriões na primeira vez que foram à baliza encarnada… marcaram. A partir daqui, os bicampeões tomaram conta do jogo, sem criar muitas oportunidades de golo, mas fazendo o suficiente para virar o resultado.
Destaque ainda para o minuto 65, no qual voltou a reacender-se a discussão a tecnologia da linha de golo, já que num lance caricato, em que a bola ganhou um efeito estranho, Kieszek, guardião estorilista, sacode a bola, ficando a dúvida se a bola já teria ultrapassado completamente a linha de golo.
O outro crónico candidato ao título, o FC Porto, voltou a perder, desta feita em Guimarães. Num jogo em que os “homens da casa” jogavam a honra do seu treinador, Sérgio Conceição, posta em causa durante a semana que passou, já que foi apontado como novo treinador dos “dragões”, os vimaranenses entraram a toda a velocidade, criando perigo logo nos primeiros segundos. Não marcaram nessa jogada, marcaram 3 minutos depois, num lance onde Iker Casillas fica muito mal na fotografia, largando uma bola aparentemente simples. Daí para a frente, os “azuis-e-brancos” tiveram a bola mas sem grande discernimento para causar verdadeiros embaraços à defesa e guardião anfitriões, que foram resolvendo os problemas.
Fazendo contas, o grande vencedor da jornada é o Benfica, já que se aproximou do primeiro lugar e aumentou a vantagem para 3 pontos sobre o Porto.
Na restante jornada, destaque pela negativa para o Marítimo que perdeu no derby madeirense com o União da Madeira por 1-0. Pior que isso, continuam os casos de indisciplina na equipa “verde-rubra”, já que estes acabaram reduzidos a oito jogadores e segundo as últimas notícias, Ivo Vieira terá mesmo deixado o comando da equipa maritimista.
Já o Nacional da Madeira continua a senda de jogos sem ganhar para a Liga (7), perdendo novamente na Choupana, sob ameaça do nevoeiro (o que já não é novidade), perante o Sporting de Braga. Numa partida polémica (mais uma), os alvinegros não conseguiram superiorizar-se a uma equipa arsenalista que continua no “top 4” da classificação.
Nos outros jogos, a Académica amealhou um importante ponto contra o Paços de Ferreira na sua luta pela manutenção. O Belenenses venceu fora por 2-1 o Rio Ave, equipa que continua tranquilamente na parte de cima da tabela classificativa.
Finalmente, Moreirense e Boavista, curiosamente duas equipas que equipam de “xadrez”, protagonizaram duas surpresas. Os homens do Bessa golearam o Vitória de Setúbal, que deve estar a ressentir-se da venda de Suk, por esclarecedores 4-0. Já os “cónegos” foram a Arouca vencer por 2-1, protagonizando uma das reviravoltas da jornada.
Concluindo, foi uma jornada interessante que ajudou a “apimentar” a luta pelo título, dando azo a mais algumas piadas nas redes sociais.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Crónica desportiva por José Agrela, número 2
E a nossa Liga lá se “modernizou” com uma jornada a meio da semana passada. Foi uma vez sem exemplo, pelo menos nesta época. No entanto, pelo que me apercebi, as coisas correram mal, no que diz respeito às assistências.
Quanto aos jogos propriamente ditos, O FC Porto voltou a “marcar passo” perante um visitante, neste caso o Rio Ave, que soube defender-se e sair bem para o contra-ataque, acabando por fazer o golo, com alguma sorte, que ditaria o resultado final. Lopetegui voltou a ver os lenços brancos, cada vez mais frequentes pelos lados do Dragão.
E como é coisa que não é normal no reinado de Pinto da Costa, ele resolveu o assunto, despedindo-o. Os adeptos azuis-e-brancos agradecem… já os outros nem tanto.
Já o Benfica conseguiu uma das suas melhores exibições da época “despachando” o Marítimo na Luz por um concludente 6-0. Num jogo onde a primeira meia hora teve algum equilíbrio, Pizzi abriu o marcador com mais um golo “às três tabelas”, aumentando-o pouco depois e Raul Jiménez fixou o resultado ao intervalo, tudo num curto espaço de tempo, 6 minutos para ser mais preciso. A etapa complementar foi mais do mesmo, com dois golos de grande penalidade indiscutíveis, apontados por Jonas e um belo remate de fora de área de Talisca, 20 segundos após ter entrado na partida. Em resumo, foi das poucas vezes esta época, até ao momento, que a exibição esteve de acordo com o resultado.
O Sporting de Jesus soma e segue, cilindrando um Vitória de Setúbal que quis jogar olhos nos olhos e acabou goleado. Bruno César estreou-se com a camisola leonina, com dois golos e uma assistência, vindo do Estoril-Praia. Jogador este, que tinha estado ao serviço de JJ no Benfica, mas nunca foi um indiscutível deste treinador… o mundo dá muita volta!
Na restante jornada, o União da Madeira bateu o Boavista, um adversário direto na luta pela manutenção, por 1-0. Num jogo em que os axadrezados estiveram melhor na primeira parte, os azuis-e-amarelos responderam com uma subida de nível na segunda parte, acabando por justificar a vitória, quanto mais não seja, pela eficácia demonstrada.
Já o Braga cumpriu a sua missão, batendo uma Académica (3-0) que se viu privada de um jogador por expulsão bastante cedo.
Nos restantes jogos, destaque para o Moreirense-Guimarães que rendeu sete golos num resultado equilibrado de 3-4 e a incerteza pairou até ao fim. Em Arouca, a equipa local venceu o Estoril por 1-0, com uma grande penalidade apontada por David Simão, cimentando assim a boa época que continua a fazer. Já no Restelo, Belenenses e Nacional empataram a duas bolas, numa partida, em que os “alvi-negros” estiveram em vantagem por duas vezes e deixaram escapar a vitória. Finalmente, o Tondela que não conseguiu dar seguimento à vitória em Vila do Conde e saiu derrotado perante o Paços de Ferreira, outra boa surpresa da Liga.
Mas como o futebol não pára, voltámos a ter nova jornada este fim-de-semana, por sinal a última da primeira volta. E como tem sido habitual esta época, o nevoeiro da Choupana voltou a fazer das suas, interrompendo o encontro entre Nacional e Benfica, após 7 minutos de jogo, sendo retomado no dia seguinte. Jogo facilitado para os encarnados pela sua determinação e pouco discernimento alvinegros, acabando nuns esclarecedores 4-1 a favor dos lisboetas, com “hat-trick” de Jonas, que cimentou a liderança na tabela dos melhores marcadores.
Já o Porto venceu o derby portuense, no primeiro jogo sem Lopetegui no banco. Como é normal nestas situações, a “chicotada psicológica” produziu efeitos imediatos, com os “axadrezados” do Bessa a serem despachados, na sua própria casa, por 5-0.
O duo perseguidor do líder teve vida mais ou menos facilitada nesta jornada, coisa que não aconteceu com o líder, já que o Sporting teve que lutar muito para virar um resultado desfavorável de 0-2 para 3-2. Como já é hábito, o jogo ficou marcado por algumas questões de arbitragem, como a grande penalidade que dá o 1-2 aos leões de Alvalade e uma alegada agressão de Slimani a um jogador bracarense… tudo normal, portanto!
Nos restantes jogos, o Marítimo venceu o Moreirense na Madeira por uns esclarecedores 5-1, enquanto o União da Madeira, a outra equipa madeirense, voltou a perder, desta feita, em Vila do Conde perante o Rio Ave, por 1-0. Contudo, os azuis-amarelos seguem mais ou menos descansados, já que mantêm uma distância para a linha de despromoção de 7 pontos.
Em Guimarães, os minhotos não conseguiram segurar uma vantagem de dois golos, frente ao Arouca, que tem feito uma época acima de algumas expectativas. Já o Tondela perdeu 2-1 com os “estudantes” e afunda-se cada vez na condição de “lanterna vermelha” da prova. Nota final da Liga, para Paços de Ferreira e Estoril que venceram as suas partidas caseiras perante adversários sempre complicados, Vitória de Setúbal e Belenenses, respectivamente.
Lá por fora, o Real Madrid, um pouco à imagem do Porto, ganhou após a mudança do técnico, com um esclarecedor 5-0 ao Deportivo da Corunha. Já o Barcelona não teve dificuldades em ganhar ao Granada. Mas o líder Atlético de Madrid acabou por vencer uma das surpresas do início de La Liga, o Celta de Vigo, por 2-0, mantendo-se tudo igual no campeonato vizinho. É de referir que o Barcelona tem um jogo a menos disputado e pode perfeitamente chegar à liderança.
Mesmo a acabar, de referir a Bola De Ouro ganha por Messi. Nada de surpreendente, já que tudo apontava para esse desfecho, após a brilhante época do Barcelona. Ronaldo acabou por contentar-se com a Bola de Prata e Neymar (o futuro sucessor deste duo) a ficar-se pela Bola de Bronze.
Quanto aos jogos propriamente ditos, O FC Porto voltou a “marcar passo” perante um visitante, neste caso o Rio Ave, que soube defender-se e sair bem para o contra-ataque, acabando por fazer o golo, com alguma sorte, que ditaria o resultado final. Lopetegui voltou a ver os lenços brancos, cada vez mais frequentes pelos lados do Dragão.
E como é coisa que não é normal no reinado de Pinto da Costa, ele resolveu o assunto, despedindo-o. Os adeptos azuis-e-brancos agradecem… já os outros nem tanto.
Já o Benfica conseguiu uma das suas melhores exibições da época “despachando” o Marítimo na Luz por um concludente 6-0. Num jogo onde a primeira meia hora teve algum equilíbrio, Pizzi abriu o marcador com mais um golo “às três tabelas”, aumentando-o pouco depois e Raul Jiménez fixou o resultado ao intervalo, tudo num curto espaço de tempo, 6 minutos para ser mais preciso. A etapa complementar foi mais do mesmo, com dois golos de grande penalidade indiscutíveis, apontados por Jonas e um belo remate de fora de área de Talisca, 20 segundos após ter entrado na partida. Em resumo, foi das poucas vezes esta época, até ao momento, que a exibição esteve de acordo com o resultado.
O Sporting de Jesus soma e segue, cilindrando um Vitória de Setúbal que quis jogar olhos nos olhos e acabou goleado. Bruno César estreou-se com a camisola leonina, com dois golos e uma assistência, vindo do Estoril-Praia. Jogador este, que tinha estado ao serviço de JJ no Benfica, mas nunca foi um indiscutível deste treinador… o mundo dá muita volta!
Na restante jornada, o União da Madeira bateu o Boavista, um adversário direto na luta pela manutenção, por 1-0. Num jogo em que os axadrezados estiveram melhor na primeira parte, os azuis-e-amarelos responderam com uma subida de nível na segunda parte, acabando por justificar a vitória, quanto mais não seja, pela eficácia demonstrada.
Já o Braga cumpriu a sua missão, batendo uma Académica (3-0) que se viu privada de um jogador por expulsão bastante cedo.
Nos restantes jogos, destaque para o Moreirense-Guimarães que rendeu sete golos num resultado equilibrado de 3-4 e a incerteza pairou até ao fim. Em Arouca, a equipa local venceu o Estoril por 1-0, com uma grande penalidade apontada por David Simão, cimentando assim a boa época que continua a fazer. Já no Restelo, Belenenses e Nacional empataram a duas bolas, numa partida, em que os “alvi-negros” estiveram em vantagem por duas vezes e deixaram escapar a vitória. Finalmente, o Tondela que não conseguiu dar seguimento à vitória em Vila do Conde e saiu derrotado perante o Paços de Ferreira, outra boa surpresa da Liga.
Mas como o futebol não pára, voltámos a ter nova jornada este fim-de-semana, por sinal a última da primeira volta. E como tem sido habitual esta época, o nevoeiro da Choupana voltou a fazer das suas, interrompendo o encontro entre Nacional e Benfica, após 7 minutos de jogo, sendo retomado no dia seguinte. Jogo facilitado para os encarnados pela sua determinação e pouco discernimento alvinegros, acabando nuns esclarecedores 4-1 a favor dos lisboetas, com “hat-trick” de Jonas, que cimentou a liderança na tabela dos melhores marcadores.
Já o Porto venceu o derby portuense, no primeiro jogo sem Lopetegui no banco. Como é normal nestas situações, a “chicotada psicológica” produziu efeitos imediatos, com os “axadrezados” do Bessa a serem despachados, na sua própria casa, por 5-0.
O duo perseguidor do líder teve vida mais ou menos facilitada nesta jornada, coisa que não aconteceu com o líder, já que o Sporting teve que lutar muito para virar um resultado desfavorável de 0-2 para 3-2. Como já é hábito, o jogo ficou marcado por algumas questões de arbitragem, como a grande penalidade que dá o 1-2 aos leões de Alvalade e uma alegada agressão de Slimani a um jogador bracarense… tudo normal, portanto!
Nos restantes jogos, o Marítimo venceu o Moreirense na Madeira por uns esclarecedores 5-1, enquanto o União da Madeira, a outra equipa madeirense, voltou a perder, desta feita, em Vila do Conde perante o Rio Ave, por 1-0. Contudo, os azuis-amarelos seguem mais ou menos descansados, já que mantêm uma distância para a linha de despromoção de 7 pontos.
Em Guimarães, os minhotos não conseguiram segurar uma vantagem de dois golos, frente ao Arouca, que tem feito uma época acima de algumas expectativas. Já o Tondela perdeu 2-1 com os “estudantes” e afunda-se cada vez na condição de “lanterna vermelha” da prova. Nota final da Liga, para Paços de Ferreira e Estoril que venceram as suas partidas caseiras perante adversários sempre complicados, Vitória de Setúbal e Belenenses, respectivamente.
Lá por fora, o Real Madrid, um pouco à imagem do Porto, ganhou após a mudança do técnico, com um esclarecedor 5-0 ao Deportivo da Corunha. Já o Barcelona não teve dificuldades em ganhar ao Granada. Mas o líder Atlético de Madrid acabou por vencer uma das surpresas do início de La Liga, o Celta de Vigo, por 2-0, mantendo-se tudo igual no campeonato vizinho. É de referir que o Barcelona tem um jogo a menos disputado e pode perfeitamente chegar à liderança.
Mesmo a acabar, de referir a Bola De Ouro ganha por Messi. Nada de surpreendente, já que tudo apontava para esse desfecho, após a brilhante época do Barcelona. Ronaldo acabou por contentar-se com a Bola de Prata e Neymar (o futuro sucessor deste duo) a ficar-se pela Bola de Bronze.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Crónica desportiva por José Agrela, 1º número
E eis a minha primeira crónica para este projeto da Antena Web, onde espero dar o meu ponto de vista acerca do que mais relevante se passou na semana futebolística, essencialmente.
Sendo assim, no jogo mais importante da 15ª jornada da Liga NOS, o Sporting venceu justamente o Porto por 2-0, mostrando a razão da contratação de Jorge Jesus, que deu uma lição tática a Julen Lopetegui, treinador basco que está longe do treinador leonino no que toca ao conhecimento do futebol luso. Para além disso, a equipa verde e branca mostrou o porquê de estar a lutar pelo título, dominando o jogo perante uma equipa do Porto maniatada, sem conseguir pressionar o adversário. Em suma, foi um jogo interessante, sem casos polémicos de arbitragem com um justo vencedor.
Já o Benfica, que lucraria, fosse qual fosse o resultado do clássico, cumpriu os serviços mínimos exigidos, vencendo na cidade-berço por 1-0 ao Vitória local.
Num jogo pouco conseguido dos encarnados, que tardam em convencer o país futebolístico, Renato Sanches, a nova “coqueluche” encarnada, salvou a equipa com uma “bomba” que fuzilou o guardião adversário a 15 minutos do fim. Após o terminus do encontro, começaram as habituais polémicas com Sérgio Conceição, treinador vimaranense, a deixar suspeitas no ar. Futebol no seu melhor…
Nos restantes jogos da jornada, destaque para a vitória do Tondela em casa do Rio Ave, surpreendendo muitos, incluindo os apostadores do novo jogo da Santa Casa.
Já o Braga, que vinha “mordendo os calcanhares” ao Benfica, empatou a uma bola frente a outra boa surpresa da época, o Vitória de Setúbal.
Nos restantes jogos, destaque para a “estrondosa” derrota do Boavista em casa frente ao Moreirense, que vem recuperando lugares, após um início complicado.
O União da Madeira não conseguiu dar continuidade aos bons resultados que conseguiu frente aos “grandes” de Lisboa e levou uma “lição” em Coimbra, perdendo por 1-3.
As outras duas equipas madeirenses presentes no escalão maior do nosso futebol defrontaram equipas ao seu alcance, mas não foram além de empates caseiros frente a Arouca e Estoril.
Por último, Paços de Ferreira e Belenenses empataram a duas bolas, prosseguindo as suas tranquilas épocas, até ao momento.
Lá por fora, destaque para o Real Madrid de Ronaldo que voltou a “marcar passo”, empatando em Valência e desaproveitando o deslize do Barcelona no dia anterior. Assim sendo, Rafa Benitez, o treinador merengue, acabou sendo despedido e substituído por Zidane, uma antiga glória mundial e do clube, em particular.
Por fim, é de salientar a vitória do Mónaco, de Leonardo Jardim, nos 1/32 avos de final da Taça de França por uns expressivos 10-2 frente ao St. Jean/Beaulieu, pertencente aos regionais do futebol gaulês.
Sendo assim, no jogo mais importante da 15ª jornada da Liga NOS, o Sporting venceu justamente o Porto por 2-0, mostrando a razão da contratação de Jorge Jesus, que deu uma lição tática a Julen Lopetegui, treinador basco que está longe do treinador leonino no que toca ao conhecimento do futebol luso. Para além disso, a equipa verde e branca mostrou o porquê de estar a lutar pelo título, dominando o jogo perante uma equipa do Porto maniatada, sem conseguir pressionar o adversário. Em suma, foi um jogo interessante, sem casos polémicos de arbitragem com um justo vencedor.
Já o Benfica, que lucraria, fosse qual fosse o resultado do clássico, cumpriu os serviços mínimos exigidos, vencendo na cidade-berço por 1-0 ao Vitória local.
Num jogo pouco conseguido dos encarnados, que tardam em convencer o país futebolístico, Renato Sanches, a nova “coqueluche” encarnada, salvou a equipa com uma “bomba” que fuzilou o guardião adversário a 15 minutos do fim. Após o terminus do encontro, começaram as habituais polémicas com Sérgio Conceição, treinador vimaranense, a deixar suspeitas no ar. Futebol no seu melhor…
Nos restantes jogos da jornada, destaque para a vitória do Tondela em casa do Rio Ave, surpreendendo muitos, incluindo os apostadores do novo jogo da Santa Casa.
Já o Braga, que vinha “mordendo os calcanhares” ao Benfica, empatou a uma bola frente a outra boa surpresa da época, o Vitória de Setúbal.
Nos restantes jogos, destaque para a “estrondosa” derrota do Boavista em casa frente ao Moreirense, que vem recuperando lugares, após um início complicado.
O União da Madeira não conseguiu dar continuidade aos bons resultados que conseguiu frente aos “grandes” de Lisboa e levou uma “lição” em Coimbra, perdendo por 1-3.
As outras duas equipas madeirenses presentes no escalão maior do nosso futebol defrontaram equipas ao seu alcance, mas não foram além de empates caseiros frente a Arouca e Estoril.
Por último, Paços de Ferreira e Belenenses empataram a duas bolas, prosseguindo as suas tranquilas épocas, até ao momento.
Lá por fora, destaque para o Real Madrid de Ronaldo que voltou a “marcar passo”, empatando em Valência e desaproveitando o deslize do Barcelona no dia anterior. Assim sendo, Rafa Benitez, o treinador merengue, acabou sendo despedido e substituído por Zidane, uma antiga glória mundial e do clube, em particular.
Por fim, é de salientar a vitória do Mónaco, de Leonardo Jardim, nos 1/32 avos de final da Taça de França por uns expressivos 10-2 frente ao St. Jean/Beaulieu, pertencente aos regionais do futebol gaulês.
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